Quinta-feira, 02 de Abril de 2020
Manaus

Camelôs atingidos pela alagação no Centro de Manaus ocupam passarela

Construída para facilitar o fluxo de pedestres enquanto as águas ocupam o passeio público, passarela agora é ponto de venda



1.jpg O medo dos camelôs, que trabalham próximo ao Relógio Municipal, é de que sejam impedidos de retornar aos pontos
07/06/2012 às 10:28

Vendedores ambulantes, cujas bancas ficam na praça da Igreja Matriz (antiga praça Oswaldo Cruz), próximo ao relógio municipal, obstruem o fluxo de pessoas que usam a passarela instalada no local. A ordem da Secretaria Municipal de Produção e Abastecimento (Sempab), é de que eles deixem livre os acessos construídos em razão da cheia que afeta o Centro.

A ocupação é justificada pelos vendedores, que temem perder o ponto quando o nível das águas baixarem. “Não construímos nada. Permanecemos no nosso ponto. O que fizemos foi adaptarmos à enchente, construindo pequenas marombas”, contou Francisca dos Santos, 45, que há oito anos está no mesmo local. Há 20 anos no mesmo local, o camelô Raimundo Martins, 69, disse que não ouviu reclamação de nenhum fiscal da prefeitura ou pedestre. “Fomos orientados a ficar sem perturbar a passagem das pessoas e estamos respeitando”.



Para alguns pedestres o espaço da passarela fica pequeno com a presença dos vendedores. “Quando não tem ninguém comprando com eles, você passa sem problemas. Mas, com clientes nas bancas, o espaço estreita mais. Isso é chato”, disse a professora Lucinda Ferreira, 35.

Conforme a Sempab, a ordem é transferir os vendedores ambulantes para as ruas Marcílio Dias e Emílio Moreira, Centro. “Os que decidissem ficar, terão de fechar a barraca e não comercializar nada, até que a situação volte à normalidade”, disse a assessoria do órgão.

Para o Sindicato do Comércio de Vendedores Ambulantes de Manaus (Sincovam) o vendedores que decidiram ficar local, “não representam problemas para o fluxo de pedestres”. “Apoiamos a retirada dos camelôs que estavam na 7 de Setembro e na rua 10 de julho e daqueles que estavam atrapalhando a passagem dos pedestres. Mas, agora, não tem ninguém circulando na Matriz porque não há ônibus”, frisou o presidente Raimundo Ignácio.

Retiradas

De acordo com a Secreta Municipal de Produção e Abastecimento (Sempab) ria até ontem haviam sido retirados 30 vendedores ambulantes da praça da Matriz. Não foi oferecida nenhuma garantia de que eles voltarão a ocupar o lugar quando as águas baixarem.


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