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Camelôs desobedecem ordens e retornam a locais de comércio proibidos pela prefeitura

Sem lucrar nas galerias Espírito Santo e Dos Remédios, e sem cadastro, ambulantes retornam ao Centro e feira do Mutirão e alegam que precisa garantir o "peru da Natal" 10/11/2014 às 22:45
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Na feira do Mutirão, há um caso crônico de ambulantes da calçada e parte da rua
Perla Soares Manaus (AM)

Em menos de 24 horas os ambulantes que foram proibidos de realizar vendas nas ruas do Centro, na Zona Norte e Zona Leste da cidade não se intimidam com as operações realizadas no final de semana pela prefeitura.  Eles retornaram para as ruas e afirmaram que é final de ano e impossível pararem com as vendas, além de alegarem que “precisam garantir o do peru de Natal”.

O  vendedor ambulante Francisco Nogueira Ribeiro, 24, disse que teve um prejuízo de R$ 2 mil só nesse fim de semana. “Investi um dinheiro que tinha guardado, os fiscais levam o material que eu tinha na Zona Leste e na Ponta Negra. A minha mulher foi ver se conseguia alguma coisa de volta, e hoje eu vim correr atrás do prejuízo”, disse o ambulante Francisco.

Outra também que teve a mercadoria apreendida no final de semana na orla da Ponta Negra foi Richard Campos Rabelo, 38, e que ontem estava vendendo carregadores para celular no Centro da cidade normalmente. “Não posso ficar chorando pelo leite derramado, tenho que ir à luta, não estou escrito em bolsa nenhuma e nem esperando nenhuma galeria sair, preciso continuar com as vendas na rua. Perdi meu domingo, mas hoje (ontem), já vendi bastante”, destacou Richard Campos.

Sem calçada

Os vendedores da Zona Norte e Leste , especificamente na feira do Mutirão, continuam ocupando as calçadas com manequins e agora também ocupam o meio fio e um pedaço da rua. Os pedestres têm que dividir a rua com os carros e outros vendedores de verduras.

Ontem pela manhã, muitos ambulantes vendiam normalmente em uma das avenidas onde a venda é extremamente proibida. Na avenida Eduardo  Ribeiro, vendedores não se intimidavam com a presença do ficais a poucos metros de distância.  Um ambulante que não  quis ter o  nome revelado disse que tem proprietário de um box na galeria dos Remédios, na rua Miranda Leão, mas  que atualmente ganha mais vendendo na rua. “A galeria do Remédios  é realmente bonita, tem banheiros, é grande e tem serviços. Está tudo organizado e lá pode encontra tudo , sem pegarmos sol nem chuva, mas não tem o principal que são os clientes. Não tenho vendido e é por isso  que estou na rua e preciso vender aqui na Eduardo Ribeiro, o que não  consigo vender na galeria” disse.

Ação dos ambulantes na Ponta Negra

A Prefeitura de Manaus realizou no fim de semana uma operação para coibir a ação de ambulantes que estão tentando comercializar produtos irregularmente no Complexo Turístico Ponta Negra, Zona Oeste. Participaram oito fiscais da Secretaria Municipal de Feiras, Mercados, Produção e Abastecimento (Sempab) que apreenderam 15 caixas de isopor com águas e refrigerantes, 11 caixas de cerveja, além de outras bebidas que eram comercializadas irregularmente em garrafas no local. Devido à quantidade de denúncias de comércio irregular, a gerente de Operações da Sempab, Ewanúbia Ribeiro, destacou que a fiscalização na Ponta Negra irá continuar. “O local é uma área restrita para o comércio informal e quem insistir em comercializar no complexo vai ter sua mercadoria retida pelos fiscais”, disse Ewanúbia.

Conversa não basta

O fiscal da Secretaria Municipal de Feiras, Mercados, Produção e Abastecimento (Sempab),  Rubens José Braga Serrão, que esteve ontem na fiscalização,  ao ser questionado pela equipe de A CRITICA sobre a permanência de vendedores na área onde estava fazendo a fiscalização, a resposta foi que não podia fazer nada. “ Somos poucos, 12 fiscais ao total, para realizar o trabalho em   todo  o Centro da cidade. Nós fazemos nosso  trabalho, que é mandá-los circular, mas é perigoso , eles são muitos, já recebemos ameaças de muitos, não podemos bater e o máximo que fazemos é apreender a mercadorias deles”, informou


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