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Camelôs: Futuro da categoria ainda está indefinido em Manaus

Para os representantes dos camelôs de Manaus, problemas foram motivados pelo embargo das obras do Shopping Popular Provisório. A autorização foi dada pela Justiça Federal, em agosto de 2010, durante a gestão do ex-prefeito, Amazonino Mendes 14/03/2013 às 13:55
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A ideia da atual gestão é retirar os vendedores que estão espalhados pelas calçadas e concentrá-los em dois ou três pontos no Centro
acritica.com Manaus

De acordo com o vice-presidente da Cooperativa dos Camelôs do centro de Manaus, Joel de Oliveira, a situação da classe continua indefinida mesmo com a mudança na gestão da cidade. “Nós camelôs temos como ajudar a resolver o problema do centro, mas o Prefeito não toma nenhuma atitude. Aguardamos uma solução para trabalharmos numa situação mais confortável e colaborarmos com o crescimento da nossa cidade”, enfatizou.

Para Oliveira, os problemas foram motivados pelo embargo das obras do Shopping Popular Provisório. A autorização foi dada pela Justiça Federal, em agosto de 2010, durante a gestão do ex-prefeito, Amazonino Mendes.

Maria do Socorro Freitas que é camelô há 29 anos busca uma solução para o problema. “O empresário Elias Tergilene está a três anos tentando nos ajudar, mas a Prefeitura acaba barrando. Esperando ansiosamente alguma decisão para que nossa realidade seja mudada e precisamos disso com máxima urgência”.

A ambulante esteve presente em fevereiro no Rio de Janeiro e acompanhou o lançamento da Fholding – Favela Holding – um grupo de empresas com foco no empreendedorismo nas favelas brasileiras.

A Fholding é uma sociedade entre Celso Athayde, fundador da Central Única de Favelas (Cufa) com Elias Tergilene. E entre suas subsidiárias tem o Favela Shopping, que é um projeto-piloto no Complexo Alemão e com a ambição de construir shoppings em favelas brasileiras. Este será o primeiro shopping em favelas do Rio de Janeiro e vai adotar o mesmo estilo dos shoppings da Rede Uai.

Segundo Celso, esse projeto pode ser expandido a outras cidades. “Se o prefeito da cidade de Manaus, o poder público em geral entender que a holding é um bom projeto com certeza chegaremos a essa cidade, pois depende mais da vontade da prefeitura local do que da nossa própria vontade”, afirma.

Para seu projeto em todo Brasil, a FHolding também tem conseguido apoio de instituições financeiras. Durante o lançamento no Rio de Janeiro, esteve presente a diretora da Caixa Econômica, Vânia do Valle, com o objetivo de conceder o microcrédito para beneficiar os camelôs e desta forma os tirar da agiotagem. “A linha de crédito para capital de giro tem a finalidade de incentivar atividades produtivas, a geração de emprego e renda. O crédito é destinado a empreendedores formais e informais com faturamento anual de até R$ 120 mil”.

Enquadrada no Programa Nacional de Microcrédito Produtivo é Orientado do Ministério do Trabalho, possui metodologia específica onde se destacam o atendimento, o relacionamento, o levantamento de dados sócio econômicos, previamente à concessão; e o acompanhamento do empreendedor durante a vigência do contrato.

Manoel Amiraldo, conhecido como Peninha, é camelo do centro de Manaus e diz que 80% dos camelôs vivem em situação difícil. “Por problemas de estoque e falta de mercadoria os camelôs caem nas mãos de agiotas pagando 20, 30 até 100%. Nessa situação não dá pra sobreviver. Muitos camelôs estão falidos. Gostaríamos que o governo incentivasse nosso trabalho, dando oportunidades para desenvolver nosso trabalho”.

Os sócios da F/Holding solicitaram audiência com a presidenta Dilma Roussef para apresentar os projetos que estão desenvolvendo. E esperam contar com o apoio do Governo Federal para abrir mais shoppings em outras cidades brasileiras.

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