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Manaus
DESAPARECIDO

Câmeras do Porto Chibatão podem dar pistas sobre canoeiro desaparecido em Manaus

Moisés Guedes, 58, sumiu na última sexta (17) após fazer a travessia de três passageiros do porto da Manaus Moderna até uma comunidade no Careiro da Várzea 21/08/2018 às 15:39
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Foto: Divulgação
Álik Menezes Manaus (AM)

Quatro dias após o desaparecimento do canoeiro Moisés Guedes Ferreira, de 58 anos, familiares agora apostam nas imagens de uma câmera de segurança do Porto Chibatão, localizado na orla do Rio Negro, para tentar identificar e trilhar uma linha de investigação na tentativa de localizar o paradeiro do canoeiro. Ele desapareceu misteriosamente na tarde da última sexta (17) ao fazer a travessia de três homens do porto da Manaus Moderna, no Centro, até a comunidade Terra Nova, no Careiro da Várzea, a 25 quilômetros da capital.

A sobrinha do canoeiro Kaellen Honório, de 25 anos, disse que a família já foi em outros locais onde há câmeras, mas elas não cobrem a rota que o canoeiro deveria fazer para ir ao destino contratado pelos três homens. Porém, ontem, a família entrou em contato com o Porto Chibatão para ter acesso às imagens de uma câmera 360° da empresa. “Tem parentes que vão hoje lá. Eles foram bem solícitos aos nossos pedidos, mas falaram que precisaremos assistir tudo porque não dá para passar. Vamos assistir tudo e a partir dessa imagem vamos ter certeza se ele chegou a passar na direção de Careiro da Várzea”, disse.

Kaellen disse que amigos e família estão mobilizados para encontrar o tio. Eles estão usando duas lanchas e os custos diários estão sendo altos. Segundo Kaellen, dependendo do percurso, é gasto cerca de R$ 350 de diesel. “Estamos fazendo buscas por conta própria, não está sendo barato, o custo está sendo bem alto, mas estamos tendo a ajuda de amigos dele, que disponibilizaram outra lancha”, disse. Na segunda-feira (20), segundo Kaellen, investigadores da Polícia Civil também fizeram buscas.

Por meio de nota, a assessoria de imprensa da Polícia Civil informou que o caso está sendo investigado pela Delegacia Especializada em Ordem Política e Social (Deops) e que ressaltar que mais detalhes sobre o caso até o momento não pode ser divulgado para não atrapalhe o andamento das investigações. A reportagem entrou em contato com o Corpo de Bombeiros para saber se o órgão também está fazendo buscas, mas não obteve respostas até a publicação da matéria.

O caso

Segundo familiares, Moisés Guedes cobrou R$ 400 pelo serviço. Kaellen Honório, 25, sobrinha do canoeiro, disse que os três homens começaram a negociar com o tio dela por volta das 11h30. “Os amigos dele, canoeiros, que não quiseram fazer o frete, falaram que ele cobrou R$ 400 e saiu de lá (do porto) por volta das 12h. Foi na última vez que foi visto e não tivemos mais nenhuma notícia sobre o paradeiro dele”, disse.

O canoeiro trabalha nessa atividade há mais de 22 anos e conhece bem as rotas. Por isso a sobrinha não acredita que algum acidente tenha ocorrido com o tio dela. “São muitos anos trabalhando ali, ele sabe o que faz”, disse. Desde que souberam do desaparecimento, familiares do canoeiro estão fazendo buscas na possível rota que tio tenha percorrido.

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