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Manaus
COLETA DE LIXO

Caminhão de lixo não atende rua no Cidade Nova e gera transtornos a moradores

Os moradores disseram que procuraram a Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp) e os próprios garis, mas até hoje não tiveram o problema solucionado 17/11/2017 às 21:56 - Atualizado em 17/11/2017 às 21:57
Show lixeira
Lixeiras das casas da rua Mariuá, no bairro Cidade Nova, estão ‘transbordando’ por conta da falta de coleta regular. Foto: Evandro Seixas
Silane Souza Manaus (AM)

Moradores da rua Mariuá, no bairro Cidade Nova, Zona Norte, reclamam que o carro coletor de lixo nunca entra na via para pegar os resíduos domésticos gerados por quem mora no local. A justificativa que os garis dão é que a rua não está na rota deles. 

Mas a autônoma Meiry Rocha, 43, ressaltou que no bairro há duas ruas com o mesmo nome e o carro coletor passa em uma delas e não vai à outra, que tem uma pequena ladeira. Conforme ela, a ladeira não é grande e nem inclinada. “Desce caminhão com tijolos e material de construção, assim como de mudanças e do gás, entre outros, menos o carro coletor”, destacou.

Ela afirmou ainda que esta é a única rua da região que nem o carro e nem os garis passam recolhendo lixo nas casas. Os moradores têm que levar os resíduos para a outra via e depositar na lixeira dos vizinhos, o que nem sempre é uma situação confortável, visto que nem todos aceitam. “Uns deixam, outros acham ruim, reclamam, com razão, do problema. É difícil”, declarou.

Meiry disse que alguns vizinhos, para evitar confusão, ficam à espera do carro para poder descartar o lixo. Conforme ela, eles passam pela vizinhança por volta de 17h, horário em que os moradores da rua Mariuá precisam ir até a rua vizinha, onde ficam até conseguir descartar seu resíduo corretamente. O “trabalho” é a forma que eles encontraram para evitar a sujeira do conjunto, uma vez que, quando o lixo é depositado no chão, cães, gatos e outros animais reviram os sacos e espalham os resíduos pela rua. 

A estudante Beatriz Rocha, 20, garantiu que a via, apesar de ter uma pequena ladeira e ser sem saída, é trafegável. Nada disso atrapalha o tráfego no local, garante ela. “Passam vários caminhões, inclusive tem um vizinho que tem um e trafega pela via sem dificuldade. E no fim da rua tem espaço que dá para fazer retorno. Não há esse problema todo para circular pela nossa rua”, declarou.

Ignorados

Os moradores disseram que procuraram a Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp) e os próprios garis, mas até hoje não tiveram o problema solucionado. “Enquanto isso, vivemos um transtorno grande porque, além de não podermos usar as nossas lixeiras, temos que andar com o lixo até encontrar um lugar onde o lixeiro recolhe para poder descartar”, disse Beatriz, ressaltando que, na rua, todos pagam Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), recolhido pela prefeitura.

'Sem trafegabilidade'

A reportagem procurou a Secretaria Municipal de Limpeza Urbana e Serviços Públicos (Semulsp) que, contradizendoos moradores da rua Mariuá, informou que a via não tem trafegabilidade e que o lixo das casas é “puxado” pelos garis, como é feito nos locais onde o carro coletor não consegue passar. Mesmo garantindo que a coleta é feita diariamente, a pasta informou que vai apurar junto à concessionária se houve algum problema com a nos últimos dias.

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