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Manaus
GREVE

Caminhoneiros prometem liberar 150 mil litros de combustível para ônibus de Manaus

Presidente do sindicato que organiza a greve diz que falta apenas o Sinetram informar a placa do carro que vai buscar o combustível no local 25/05/2018 às 12:52
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(Foto: Winnetou Almeida)
Amanda Guimarães Manaus

Representantes do movimento grevista de caminhoneiros em Manaus estão em negociação com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amazonas (Sinetram) no objetivo de  liberarem combustível para impedir a paralisação total do transporte público na capital a partir deste sábado (26). Nesta sexta-feira (25), apenas 60% da frota de ônibus operou em Manaus.

Segundo o presidente do Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos do Amazonas, Antônio Sérgio Alexandre,  o Sinetram solicitou 300 mil litros de combustível para a frota. No entanto, os grevistas só topam liberar metade do valor solicitado, um total de 150 mil litros. No final da manhã de hoje, o diretor jurídico do Sinetram, Fernando Borges, informou que se os ônibus não fossem abastecidos hoje, o sistema iria parar neste sábado. 

Os grevistas afirmam que estão fazendo liberações de cargas consideradas essenciais. Na quinta, dois caminhões, cada um com 15 mil litros  de combustíveis ,foram liberados para órgãos de segurança como Polícia Militar, Civil e Corpo de Bombeiros. Nesta sexta-feira, a categoria liberou um caminhão com 45 mil litros de querosene para a Aeronáutica, para manutenção do Aeroporto de Ponta Pelada. Até a tarde de hoje, um novo caminhão com combustível deverá ser liberado para a Polícia Militar do Estado do Amazonas. 

“Estamos negociando com os órgãos que realizam os serviços necessários no Amazonas. Ontem liberamos combustíveis para os órgãos de segurança. Hoje para Aeronáutica, e agora estamos em negociação com o Sinetram. Apenas pedimos que o próprio Sinetram nos informe a placa do veículo que irá buscar o combustível. Assim saberemos quais caminhões seriam os responsáveis de abastecer o transporte público de Manaus e não queremos paralisação dos ônibus”, destacou Antônio.

O líder do movimento em Manaus afirmou, ainda, que a alegação feita pelo Sinetram de que motoristas da Uber estariam impedindo a liberação do combustível não procede. "Falta só o Sinetram se organizar que vamos liberar", afirmou ele.  

Um dos representantes da categoria, que não quis se identificar, afirmou que mesmo com a paralisação, os serviços essenciais da capital devem ser mantidos. “Se faltar combustível para hospitais, por exemplo, vamos fornecer. Não queremos que a população mais pobre seja penalizada. Sobre os ônibus, estamos em negociação, porque não temos prazo para a greve acabar”, completou.

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