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Manaus
ELEIÇÕES

Candidata ao governo do AM, Lúcia Antony aposta na biodiversidade regional

Candidata defende criação e fortalecimento de agroindústrias como alternativa para diversificar a economia e gerar empregos no Estado 18/09/2018 às 18:46
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Lúcia Antony afirma que seu eventual governo participará de um programa que vai construir 100 mil casas populares. Foto: Jair Araújo
Geizyara Brandão Manaus (AM)

“Nós podemos desenvolver a nossa agroindústria”, ressaltou a candidata a governadora do Amazonas pelo PCdoB, Lúcia Antony, durante entrevista ao Portal A CRÍTICA nesta terça-feira (18). Para Antony, a agroindústria pode ser fortalecida no interior, sendo uma das alternativas para a descentralização da economia do Estado que tem como base a Zona Franca de Manaus (ZFM).

“Esse modelo (ZFM) tinha três bases: o comércio da ZFM, o polo industrial e o distrito agropecuário. O distrito agropecuário não se desenvolveu e esse poderia ter dado o diferencial hoje, nós poderíamos chegar nesses 50 anos (de Zona Franca) e ter uma economia pautada na biodiversidade”, afirmou.

Para a candidata, a agroindústria vai gerar emprego e renda para a região, já que há frutas consumidas em vários países. “Tem muita coisa que pode ser exportada, que vai gerar emprego e renda, vai agregar. Quando você industrializa isso, você agrega valor à nossa produção, porque nós exportamos muita coisa “in natura”. Vamos investir muito nesse desenvolvimento, porque nós não podemos mais continuar sobressaltados”, destacou Antony.

Dentro do âmbito do desenvolvimento para o Estado, a candidata esclarece que investimentos na indústria energética e mineral devem ser feitos como alternativas. “É preciso desenvolver essas alternativas e o Amazonas tem condições de ter esse polo que vai gerar emprego, renda e garantir o desenvolvimento do Estado”, asseverou.

Moradia

No plano de governo, Antony destaca que irá construir 100 mil casas populares, o que equivale a mais de 2 mil casas por mês. Questionada sobre o tempo para a realização de tal feito, a candidata salientou que vai contar com o apoio do governo federal e das prefeituras.

 

“Isso não é só para Manaus, mas para todo Amazonas. Porém, temos que derrotar a turma do (Michel) Temer (MDB) e eleger o (Fernando) Haddad (PT), que é o projeto do ‘Minha Casa, Minha Vida’. O povo não está querendo privilégio, o povo está querendo ter direitos e o direito à moradia é algo que tem que ser garantido”, disse.

“Não é fazer mansão, é construir casas melhores do que hoje muita gente está vivendo”, concluiu Antony.

Educação

Questionada sobre a atuação do governador do Maranhão, também filiado ao PCdoB, Flávio Dino, que aumentou para R$ 5.750 o salário dos professores, a candidata garantiu que vai proporcionar um salário justo aos profissionais da educação.

“É tudo uma questão de prioridades. Se você prioriza a educação, você prioriza o salário, não só dos professores, mas da equipe toda que trabalha, porque escola é em conjunto. Nós vamos investir em educação e procurar pagar melhores salários para trabalhadores da educação”, explicou.

Em relação à escola de tempo integral, Antony enfatizou que tem um papel importante, porém, defende que a família tenha que passar mais tempo reunida com revezamento dos pais no cuidado com os filhos. “Eu aposto muito nessa convivência familiar”, contou.

Recursos de Campanha

 A candidatura de Antony recebeu do partido R$ 100 mil, enquanto a candidata a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB) teve um valor oito vezes maior, totalizando R$ 800 mil. De acordo com a candidata ao governo, quando houve a distribuição dos valores não havia a candidatura ao Executivo Estadual.

“Parte dos recursos que foi para o partido, muito teve da contribuição do mandato da Vanessa no Senado. Então é justo que ela tenha um percentual a mais do que os outros candidatos”, expôs.

Perfil

Nome: Lúcia Regina Antony

Idade: 59 anos

Estudos: Cirurgiã-dentista

Experiência:  Já foi coordenadora regional da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), vereadora de Manaus. Atua na militância política há mais de 40 anos com início do envolvimento no Movimento Estudantil. Destacou-se como militante do Movimento de Mulheres de Manaus, foi a primeira mulher a presidir o Comitê da Mulher Universitária, que foi a primeira entidade criada depois do regime militar. Recebeu o Prêmio Bertha Lutz pela militância no movimento de mulheres. Além de ter atuado como sindicalista.

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