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Manaus
ELEIÇÕES 2018

Candidato ao governo, Wilson Lima quer retomar o controle dos presídios do AM

Além de tecnologias como bloqueadores de celular, o candidato do PSC, Rede e PRTB, propõe afastar o regime semi-aberto do fechado 13/09/2018 às 20:07 - Atualizado em 13/09/2018 às 20:08
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Candidato afirma que o Estado precisa retomar o controle do sistema prisional do Amazonas e realizar concurso para PMs. Foto: Márcio Silva
Rebeca Almeida Manaus (AM)

O jornalista e candidato ao governo do Amazonas pela coligação “Transformação por um novo Amazonas”, Wilson Lima (PSC), afirmou durante entrevista para o Portal A Crítica nesta quinta-feira (13) que, se for eleito,  irá retomar o controle do sistema prisional no Estado.  

“A gente precisa afastar o regime semiaberto de perto do fechado, o pessoal do semiaberto é que traz material para o fechado. Naquela área do entorno é toda de mata e quem está na muralha não tem visão, nós precisamos abrir uma clareira ali de pelo menos 50 metros e já tem solução ambiental para isso, para dar visibilidade a quem está na muralha”, explicou, completando que seria preciso revisar o contrato com a empresa Umanizzare,  que administra o sistema penitenciário no Estado.

Sobre o assunto, o candidato do PSC também enfatizou que é preciso implantar tecnologias apropriadas para o controle de segurança. O principal ponto defendido por Wilson Lima é a instalação de bloqueadores de sinal de aparelhos eletrônicos e de tecnologia para identificação de túneis sendo escavados.

Ao ser questionado sobre temas específicos da segurança pública, o jornalista também destacou a imigração de venezuelanos para a capital e municípios amazonenses. “É uma situação preocupante e o governo do Amazonas precisa se movimentar nesse sentido. Entendendo que o problema não é só de Roraima, porque os venezuelanos também estão vindo para cá. O papel do Estado do Amazonas seria se unir com Roraima e ir ao governo federal pedir apoio para que a gente pudesse, de alguma forma, amenizar esse problema e isso ainda não aconteceu”, disse.

Campanha

Sobre a  campanha realizada com poucos partidos na coligação, o candidato afirmou que é um desafio, mas que não deve prejudicar o diálogo com  representantes de outros partidos  e mesmo com  indicações para cargos comissionados em sua possível gestão.

“Nós temos quadros altamente preparados fora dos partidos, quadros na Universidade Federal do Amazonas (UFAM), na Universidade Estadual do Amazonas (UEA), nas instituições de classe, temos muita gente comprometida em fazer essa mudança”, disse, enfatizando a presença de seu vice, defensor Carlos Almeida, também novo no cenário político regional. 

“Jogo sujo”

Em relação aos adversários de campanha, Wilson destacou de forma negativa a propagação de notícias falsas. O jornalista afirma que procura se defender da “velha política”, citando a repercussão  sobre o boletim de ocorrência que registrou contra uma fã em 2014. “A Veja publicou essa nota como um fato curioso, de que um candidato ao governo registrou denúncia de assédio. Mas os velhos políticos tentam transformar isso, dizendo que é um escândalo e tudo isso é mais um golpe baixo e rasteiro da velha política, do esgoto da política”, disse.

O jornalista disse que saiu para  jantar com uma fã. “Ela tirou uma foto e começou a colocar nas redes sociais que eu era esposo dela, começou a assediar minha filha, meu filho, começou a ligar para parentes meus e isso demorou um bom tempo, um ano ela fazendo esse tipo de situação. Eu decidi ir na delegacia, fazer a denúncia. Fiz isso para me proteger a exemplo do que tem acontecido com outras figuras públicas”, disse citando notícias falsas veiculadas sobre outros políticos.

Perfil

Nome: Wilson Miranda Lima
Idade: 42 anos
Estudos: Bacharel em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Nilton Lins em 2010.
experiência:  Desde fevereiro de 2006 trabalha na Rede Calderaro de Comunicação (RCC) onde apresentou os programas televisivos Manhã no Ar e Alô Amazonas. Também já trabalhou em rádios. Essa é a primeira vez que o candidato  disputa  uma eleição. É filiado do Partido Social Cristão (PSC)  desde março deste ano, quando anunciou pré-candidatura ao cargo de governador.

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