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Manaus
ELEIÇÕES 2018

Candidato do PSTU ao governo do Amazonas quer a unificação das policias

Postulante ao cargo de governador, Sidney Cabral propõe a desmilitarização da polícia e a unificação da Polícia Militar com a Polícia Civil 17/09/2018 às 18:57
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Candidato Sidney Cabral afirmou que o eleitor entrega um “cheque em branco” aos candidatos que, eleitos, fazem o que querem. Foto: Junio Matos/Freelancer
Náis Campos Manaus (AM)

A estatização de bens privados, como escolas e hospitais, e a desmilitarização da polícia são políticas públicas defendidas por Sidney Cabral (PSTU) na corrida pela vaga de governador do Estado nas eleições de 7 de outubro. O candidato respondeu essas e outras formas de atuação durante uma entrevista, nesta segunda-feira (17), ao portal A Crítica.

Com menos de R$ 300 recebidos para fazer sua campanha, Cabral recorre a “vaquinhas” de amigos para sustentar sua candidatura em um processo eleitoral classificado por ele como antidemocrático e desigual. Por isso mesmo, ele garante que “a eleição não serve como saída para a melhoria de vida das pessoas, especialmente para pobres e trabalhadores”.

Nesse processo, o candidato do PSTU declarou que o eleitor entrega um “cheque em branco” aos postulantes a cargos públicos e esses “fazem o que bem querem quando eleitos”. “O eleitor cumpre a sua obrigação em votar, mas isso não é garantia de que o governante, por exemplo, vá resolver seus problemas”, defendeu.

Essa argumentação de Sidney Cabral esbarra, conforme a opinião dele, na partilha dos recursos do fundo partidário e dos tempos que os candidatos recebem para a massificação de suas ideias em rádio e TV.

“Enquanto o PT, PSDB e MDB dispõem de mais de R$ 200 milhões para gastos de campanha, o PSTU recebe 0,5% desse valor para trabalhar e sete segundos para falar”, detalhou ao afirmar que esse processo não é democrático já nasce desigual.

Governo para todos

Porta-voz dos trabalhadores, a quem a sigla incentiva à “rebelião”, o PSTU tem como política de trabalho não aceitar doação de empresários, seja como uma simples contribuição para as despesas com combustível. “Quem contribui depois cobra a fatura”, justifica ao informar que um político não pode governar para os amigos (que ajudam e depois cobram). “Nesse tempo de verbas escassas nos valemos das redes sociais e daqueles que nos ajudam a difundir nossos ideais com material publicitário enviados para os bairros da capital e municípios próximos”, acrescenta.

Dentro do conceito de estatização, Sidney Cabral defende a ressurreição de um banco estadual, aos moldes do que foi um dia o Banco do Estado do Amazonas (BEA). “Somos contra a privatização e a favor da reestatização de pelo menos 100 empresas que saíram do domínio do Estado. Isso faz parte de nossa campanha nacional para se evitar a corrupção nas estatais”, pormenorizou o socialista. “Os recursos públicos não devem ser desviados de sua finalidade: estar voltado à população pobre e trabalhadora”, ponderou.

Educação e trabalho

Quanto à empregabilidade, Cabral garante que, ao diminuir a jornada de trabalho das atuais 40 horas para 36 horas, haverá uma instantânea reação do mercado com a geração mínima de 17 mil postos no Polo Industrial de Manaus (PIM), por exemplo. Na educação, o candidato propõe uma reforma geral nas modalidades de ensino para que não hajam diferenças entre o público e o privado, além da inclusão da educação indígena.

Já nas ações de combate a criminalidade e violência, o postulante ao governo  sugere a desmilitarização das polícias, tornando-as apenas uma. Para ele não basta colocar mais PMs nas ruas,  e sim, criar oportunidades de empregos para o povo.

Perfil

Nome: Sidney Veiga Cabral

Idade: 55 anos

Estudos: Ensino Médio

Experiência: Crítico da teoria do Estado mínimo, o candidato do PSTU para o governo do Estado nas próximas eleições, Sidney Cabral se posiciona contra a privatização principalmente de setores estratégicos para o País. Cita como exemplo a Cosama e o abastecimento de água em Manaus que foi entregue à iniciativa privada e hoje padece de investimentos. O candidato do PSTU propôs a recriação de um banco estadual. O Estado já teve o Banco do Estado do Amazonas (BEA), vendido para o Bradesco no início dos anos 2000.

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