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Manaus
ELEIÇÕES 2018

Candidatos ao Governo do AM gastaram até R$ 101,1 mil em anúncios no Facebook

Omar Aziz (PSD) é quem mais gastou com os posts patrocinados na rede social até o momento. Segurança e propostas são os principais assuntos das publicações 18/09/2018 às 02:35 - Atualizado em 18/09/2018 às 08:03
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Amazonino Mendes, David Almeida, Omar Aziz e Wilson Lima foram os candidatos que patrocinaram posts. Berg da UGT, Lucia Antony e Sidney Cabral não realizaram nenhuma postagem paga no Facebook
Vitor Gavirati Manaus (AM)

Os candidatos a governador do Amazonas gastaram até R$ 101.123,00 para o impulsionamento do alcance de publicações no Facebook na campanha eleitoral de 2018. A estimativa é da Biblioteca de Anúncios da rede social e leva em consideração as postagens feitas até essa segunda-feira (17) nas páginas oficiais dos sete concorrentes.

A Segurança Pública está entre os assuntos de maior destaque nas postagens patrocinadas, aquelas em que o número de visualizações da publicação é aumentado por meio de pagamento ao Facebook.

Omar Aziz (PSD) foi quem mais gastou com o impulsionamento na rede social: entre R$ 15,9 mil e R$ 49,3 mil. A Biblioteca de Anúncios não apresenta o valor exato gasto por cada candidato. Os postulantes ao Governo do Estado já patrocinaram 141 publicações ao todo. Berg da UGT (Psol), Lucia Antony (PCdoB) e Sidney Cabral (PSTU) não realizaram nenhuma postagem paga no Facebook.

Veja a estratégia usada por cada candidato na hora de impulsionar as publicações na rede social.

Omar Aziz (PSD)

O senador Omar Aziz, que já foi governador do Amazonas entre 2010 e 2014, é quem mais gastou até o momento no primeiro ano em que o impulsionamento de posts no Facebook é permitido em campanha. No total, Omar patrocinou 47 posts até esta segunda-feira, tendo investido entre R$ 15,9 mil e R$ 49,3 mil nesse tipo de propaganda por meio de sua página oficial.

Nas propagandas pelo Facebook, a campanha de Omar tem apostado em propostas para o possível mandato e nos feitos do candidato na época em que governou o Amazonas. Em oito postagens patrocinadas, Aziz apresenta como objetivo a implantação do programa Ronda Total, que seria, segundo o candidato, uma evolução do Ronda no Bairro (criado por ele em 2012, quando governador).

Omar também tocou no tema Segurança em outros quatro anúncios, sendo que em um deles, o candidato critica a consultoria de Rudolph Giuliani, criador do Tolerância Zero, contratada pelo atual governador e candidato à reeleição Amazonino Mendes (PDT).

Amazonino Mendes (PDT)

Eleito governador na eleição suplementar de 2017, Amazonino Mendes empata com Omar Aziz no número de posts impulsionados no Facebook: 47. Em seu 3º mandato no Executivo amazonense, no entanto, o pedetista gastou menos que o concorrente do PSD, tendo usado entre R$ 11,3 mil e R$ 40,2 mil.

Nas publicações patrocinadas, Amazonino foca no que vem realizando ao longo do mandato-tampão iniciado em outubro do ano passado. Obras pelo interior do Amazonas (recuperação do sistema viário de municípios) e o último reajuste salarial dos professores estão entre os destaques. Nesse final de semana, por exemplo, a página do candidato investiu em postagens específicas com realizações em 8 cidades, entre elas Tefé, Maués e Tabatinga.

Em duas publicações sobre Segurança, Amazonino aumentou o valor que costuma investir nos impulsionamentos. De R$ 1 mil a 5 mil por postagem sobre o assunto contra "mais que R$ 100" nas demais. Com investimento maior, as publicações chegam a ter entre 200 mil e 500 mil visualizações.

David Almeida (PSB)

Convencer o eleitor de que fez muito nos quatro meses em que esteve como governador do Amazonas e de que isso mostra seu potencial é a tática de David Almeida. O atual presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM) é o 3º que mais gastou com impulsionamento de publicações no Facebook. Até essa segunda-feira (17) David desembolsou entre R$ 4,3 mil e R$ 10,6 mil em 43 posts.

O candidato do PSB costuma em suas publicações patrocinadas, por exemplo, aliar feitos da gestão em que liderou o governo – entre a cassação de José Melo (Pros) e a entrada de Amazonino Mendes – com propostas. Educação, Segurança e Saúde são alguns dos temas abordados.

David pagou no máximo R$ 499 por anúncio e impulsionou também postagens sobre atos de campanha e o apoio dado pelo lutador amazonense do UFC José Aldo. Explorando recursos do Facebook, a página do candidato também criou um evento convidando as pessoas a votarem nele e a utilizarem um tema para foto de perfil em que os internautas mostram apoio à candidatura.

Wilson Lima (PSC)

Entre os candidatos ao governo do Amazonas que adotaram a estratégia de impulsionar publicações no Facebook, o jornalista Wilson Lima é o que menos gastou. O concorrente do PSC, que está em sua primeira eleição como candidato, usou entre R$ 400 e R$ 799 para patrocinar quatro postagens.

Nos dois primeiros anúncios que fez em sua página oficial, Wilson convidava os eleitores a participarem de uma caminhada na Zona Leste de Manaus. Em uma apresentou propostas para a área da Segurança, como o monitoramento integrado por câmeras de toda a capital. Na mais recente, feita nessa segunda-feira (17), Lima lembra que faltam vinte dias para o 1º turno, em alusão ao seu número na eleição deste ano.

Facebook e Eleições

Para as eleições deste ano, o Facebook anunciou novidades aos usuários. Anúncios políticos aparecem com uma marcação na parte superior com os dizeres “Pago por” seguido do nome da entidade ou pessoa física responsável por promover aquele conteúdo na rede social.

Os anúncios marcados especificamente como eleitorais recebem a identificação “Propaganda Eleitoral”. O CPF ou CNPJ do responsável por promover anúncios desse tipo é informado junto à marcação.

O Facebook criou a Biblioteca de Anúncios para dar às pessoas mais informações sobre alguns dos anúncios que elas veem e sobre os anunciantes que os estão financiando. A Biblioteca de Anúncios contém anúncios sobre representantes eleitos e candidatos a cargos públicos.

Ao pesquisar na Biblioteca de Anúncios, o eleitor pode encontrar anúncios que talvez não tenha visto antes porque não fazia parte do público pretendido do anunciante. O Facebook começou a coletar anúncios em 16 de agosto.

É proibido, na internet, qualquer tipo de propaganda eleitoral paga, excetuado o impulsionamento de conteúdos, desde que identificado de forma inequívoca e contratado exclusivamente por partidos políticos, coligações e candidatos e seus representantes, de acordo com a legislação eleitoral.

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