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Manaus
GRANA

Candidatos ao governo do Amazonas receberam R$ 7,5 milhões para campanha

Partidos políticos doaram 71% do total para os sete concorrentes. Candidatura de Sidney Cabral (PSTU) é a única que não recebeu de legendas e tem apenas R$ 300 de receita até o momento 19/09/2018 às 19:49
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Omar Aziz (PSD) é quem tem a maior receita para campanha: R$ 3.517.175,55. Arte: Heli
Vitor Gavirati Manaus (AM)

Os candidatos a governador do Amazonas receberam R$ 7.562.504,38 para a campanha eleitoral deste ano até essa terça-feira (18), segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O senador Omar Aziz (PSD), que tenta assumir o executivo estadual pela segunda vez, é quem tem a maior receita: R$ 3.517.175,55. Sidney Cabral (PSTU), com R$ 300, tem a menor quantia disponível entre os sete concorrentes.

De acordo com os dados disponíveis na ferramenta DivulgaCand, as direções estaduais e nacionais de partidos são os maiores fundos dos candidatos. A exceção é o candidato do PSTU, que recebeu sua receita em dois depósitos de uma mesma pessoa física.

As siglas dos concorrentes e as coligadas distribuíram aos candidatos R$ 5.369.903,55 – o que corresponde a 71% do total arrecadado até o momento. O restante foi recebido em transferências bancárias, cessão de veículos e pagamento de serviços de cabo eleitoral e motorista, por exemplo, feitos por pessoas físicas.

Em 2018, pela primeira vez, está proibida a doação de empresas para as campanhas dos candidatos. Cada pessoa não pode doar mais que 10 salários mínimos para cada cargo ou chapa majoritária.

Na sequência de Omar Aziz, aparece o candidato à reeleição Amazonino Mendes (PDT), que recebeu R$2.177.519,80. O principal doador da campanha do atual governador foi a direção nacional do PHS, partido do vereador Wilker Barreto, presidente da Câmara Municipal de Manaus. Ela repassou R$ 1 milhão. A legenda de Wilker é uma das onze que se juntaram ao PDT na coligação Eu Voto no Amazonas. O diretório nacional do partido de Amazonino contribuiu com R$ 750 mil.

Omar recebeu R$ 3.502.903,55 da direção estadual de seu partido e R$ 3 mil do comando estadual do PSDB, sigla do candidato a vice-governador na chapa, Artur Bisneto. O valor tucano é menor do que o de uma pessoa física que foi o segundo maior doador da campanha de Aziz, doando R$ 4,5 mil na cessão de um veículo e serviço de motorista.

David Almeida (PSB) que recebeu R$ 1.219.200,03 para a campanha, Wilson Lima (PSC) com R$ 532.764,00, Lucia Antony (PCdoB) com R$ 101,2 mil e Berg da UGT (Psol) com R$ 14.345,00 completam a sequência do ranking de receitas para a campanha.

Despesas

Gráficas, empresas de marketing e publicidade, fretamento de aeronaves e postos de combustível aparecem como as fontes de gastos mais recorrentes dos candidatos ao governo do Amazonas.

Com a produção de programas de rádio, TV ou vídeo, Omar Aziz gastou R$ 912,5 mil, Amazonino Mendes R$ 600 mil e Wilson Lima R$ 106,5 mil. Para publicidade por materiais impressos, David Almeida usou R$ 284,2 mil e Berg da UGT R$ 14 mil. Lucia Antony destinou R$ 9,5 mil para atividades de militância e mobilização de rua. Já Sidney Cabral pagou R$ 120 para serviços de tradução.

De acordo com os dados do TSE, Amazonino Mendes já contratou como despesas de campanha R$ 400.540,24 a mais do que o valor já recebido pela campanha do pedetista. Para candidato no 1° turno das eleições, o limite de gastos é de R$ 5,6 milhões.

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