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Manaus
PROTESTO

Candidatos do concurso da Seduc protestam no MP-AM pedindo cancelamento do certame

Eles fizeram uma manifestação em frente à sede do órgão e também solicitaram que o Instituto Acesso deixe de ser o responsável pelo concurso 11/07/2018 às 11:18 - Atualizado em 11/07/2018 às 12:32
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Foto: Jair Araújo
Amanda Guimarães Manaus (AM)

Candidatos do concurso público da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), aplicado nesse domingo (8) no Amazonas, realizaram na manhã desta quarta-feira (11) uma manifestação em frente à sede do Ministério Público do Estado (MP-AM), na Zona Oeste de Manaus, pedindo o cancelamento do certame. Através de um pedido de liminar, eles também solicitaram que o Instituto Acesso deixe de ser o responsável de organizar o concurso.

Os manifestantes se concentraram em frente à sede do órgão por volta das 10h. Eles denunciam irregularidades como atraso na chegada das provas nos locais do exame, troca de prova entre municípios, transporte irregular de malotes e malotes com lacres violados foram denunciados. Três representantes do grupo foram recebidos pela promotora de justiça Delisa Ferreira, titular da Promotoria Especializada nos Direitos Humanos da Educação.

Segundo um dos líderes do protesto, o professor Mauro Pedrosa, apenas na manhã de hoje foram criados dez grupos com candidatos que se sentiram lesados no concurso. “A cada momento criamos grupos com candidatos que estão se sentindo prejudicados. Decidimos realizar esta manifestação por meio destes mesmos grupos. Queremos o cancelamento deste concurso. Além de pedir que tirem o Instituto Acesso da banca avaliativa”, disse um dos representantes do grupo.

Segundo o grupo, foram constatadas diversas irregularidades no concurso público. “O candidato se preparou com muito sacrifício e esforço, para chegar no dia da prova e acontecer essas irregularidades. Isso tudo é um absurdo, porque várias pessoas não receberam provas lacradas. Fiscais despreparados não conseguiam se entender. Se esse concurso continuar, será uma concorrência desleal”, destacou.

Candidato reclama

O professor de Geografia Guilherme Faial, 26, fez o concurso e constatou diversas irregularidades no local da prova. “Os fiscais deram as provas para nós antes dos candidatos das outras salas da escola. Muitas pessoas também foram no banheiro e utilizaram celulares. A gente precisa que o concurso seja cancelado, porque esta banca não apresentou credibilidade. Encontramos erros de português, na própria prova de português”, comentou.

O candidato afirmou que se preparou durante dois meses para fazer o concurso. “É triste. Me sinto totalmente prejudicado. Me preparei para fazer uma prova de alto nível, mas não encontrei isso. Se esse concurso for mantido, os únicos aprovados serão aqueles que têm contato com o pessoal do governo”, completou.

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