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Manaus
AUMENTO

Capital registra aumento de 86% nos casos de malária em relação a 2015, aponta FVS

De acordo com a Fundação de Vigilância em Saúde, foram 4.099 casos somente neste ano contra 2.193 do ano passado. São Gabriel da Cachoeira registrou aumento de 126%. Invasões estão entre as causas 21/06/2016 às 17:43 - Atualizado em 21/06/2016 às 17:44
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Embora aumentos tenham sido registrados, Amazonas reduziu números de casos em 20%, afirmou FVS (Foto: Luiz Vasconcelos/AC)
acrítica.com* Manaus (AM)

Os casos de malária em Manaus apresentaram um aumento de 86% nos cinco primeiros meses de 2016 em comparação ao ano passado, segundo informou a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS). Em São Gabriel, o crescimento chegou a 126%. Invasões em áreas verdes estão entre os motivos para o aumento, segundo o órgão.

De acordo com a FVS, embora Manaus e São Gabriel tenham registrado números alarmantes, o Amazonas fechou os cinco primeiros meses com uma redução de 20,7% no número de casos. Segundo a fundação, de janeiro a maio de 2016, foram registrados 19.563 casos da doença no Estado, contra 24.697 em 2015.

No entanto, a capital registrou um recorde de aumento. O órgão informou que de janeiro a maio do ano passado, foram registrados 2.193 casos da doença, na capital, contra 4.099 em igual período deste ano.

O incremento, informa a FVS, deve-se ao aumento no número de invasões, o que provocou impactos em áreas verdes da capital, favorecendo a transmissão da doença. Segundo a FVS, o aumento foi registrado de janeiro a março, mas os números apresentaram declínio nos meses seguintes após investimentos em ações de combate.

Segundo o órgão, o Estado conta com 1.115 postos de microscopia distribuídos nas áreas urbanas e rurais, incluindo comunidades remotas e de difícil acesso.

Controle

De acordo com a FVS, entre janeiro e maio, São Gabriel registrou 4.535 casos de Malária, um crescimento de 126% em relação ao mesmo período do ano passado. “Outra questão importante que deve ser avaliada, na análise desse crescimento, está relacionada ao deslocamento de determinadas populações do município, associado ao extenso período de seca, o que dificultou a adoção das medidas de controle da doença”, disse o chefe de Departamento de Vigilância Ambiental (DVA- FVS), Cristiano Fernandes.

O diretor-presidente da FVS, Bernardino Albuquerque, considerou positiva a redução de 20,7% nos casos de malária no Amazonas, e salientou que o trabalho deve ser contínuo. "Estratégias diferenciadas de impacto que serão utilizadas para obtenção de uma maior redução no número de casos têm sido intensificadas como, por exemplo, a aquisição de mosquiteiros impregnados com inseticida de longa duração, para serem utilizados nas áreas maior incidência da doença, no período sazonal de maior risco de transmissão, que começa neste mês de junho e vai até setembro", explica o diretor.

*Com informações da assessoria

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