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Manaus
Capitania inicia inquérito

Capitania dos Portos inicia inquérito para apurar acidente com turista

Familiares da turista inglesa Gilliam Metcalf, que morreu no acidente, e outras três testemunhas prestaram depoimento 10/09/2013 às 08:09
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Embarcações colidiram, quinta-feira passada (05), por volta de 8h30, na região próxima ao porto da Ceasa, no rio Negro
Florêncio Mesquita Manaus

As testemunhas do acidente envolvendo as lanchas Clissia 6 e Dona Shirley, que resultou na morte da turista inglesa Gillian Metcalf, 54, na última quinta-feira, começaram a ser ouvidas pela Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental (CFAOC).

Até essa segunda-feira(09), foram ouvidas três testemunhas, entre elas, o condutor da lancha “Dona Shirley”, Jailson Pereira de Jesus e um tripulante, além de um representante do hotel de selva Juma Amazon Lodge.

A investigação tem prazo inicial de 90 dias para conclusão, mas pode ser prorrogada, caso haja necessidade de outras diligências para elucidar os fatos.

Entre os principais depoimentos que devem ajudar a apontar a responsabilidade no acidente estão os dos pilotos. Falta apenas o piloto da lancha Clissia 6, Mailson Gomes, ser ouvido. Porém, ele foi notificado pela Capitania Fluvial, organização militar subordinada ao Comando do 9º Distrito Naval (Com9ºDN), a prestar os esclarecimentos que forem necessários. A data que ele deve comparecer a Capitania e prestar o depoimento não foi informada.

O Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN) foi aberto pela Capitania Fluvial da Amazônia, na última sexta-feira, um dia após a morte da inglesa. No entanto, logo após a colisão das embarcações, uma equipe de inspetores navais do órgão foi enviada para o local e iniciou os levantamentos das causas.

Apesar das testemunhas-chave serem as pessoas que estavam nas embarcações, a Capitania também chamará pessoas que estavam no pontão, de onde a lancha Dona Shirley partiu, e no porto da Ceasa. As duas filhas e o marido de Gillian retornaram para a Grã-Bretanha, mas antes de partirem foram ouvidos pelo encarregado do inquérito.

Análise de dados

A embarcação Clissia 6 continua sob a aguarda da Capitania. Ela também é uma das peças que podem ajudar na coleta de informações para elucidar o caso. Todas as versões e dados apresentados pelos envolvidos estão sendo confrontados e analisados sob a ótica naval e normas de segurança na navegação, Marcas nas embarcações, além da velocidade e posição em que estavam também estão sendo verificadas.

Corpo de inglesa está em Manaus

O corpo da turista inglesa Gillian Metcalf deve ser transladado para o Sul do Grã-Bretanha, onde morava com o marido e duas filhas, nesta terça(10) ou quarta(11). O translado tinha previsão para ser realizado na última segunda-feira(09), conforme o cônsul da Grã-Bretanha, em Manaus, Vicente Brown, mas apesar do corpo ter sido liberado pelo Instituto Médico Legal (IML), apenas uma hora depois da morte, o procedimento de envio depende de questões documentais que estão sendo finalizadas com vários órgãos, entre eles, a Polícia Federal e Vigilância Sanitária.

O corpo de Gillian permanece sob os cuidados de uma funerária cujo nome não foi revelado, desde a última quinta-feira. A empresa embalsamou o corpo e aguarda a autorização do consulado da Grã-Bretanha para realizar o envio. O processo de liberação até o embalsamento do corpo foi acompanhado por um advogado contratado pelo consulado da Grã-Bretanha.

Segundo Vicente Brown, toda a assistência necessária está sendo disponibilizada a família Matcalf pelo consulado inglês e pela empresa de turismo contratada pela família.

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