Domingo, 15 de Dezembro de 2019
AMEÇADO

Capitão Alberto Neto recebe ameaças de morte em sua página no Facebook

O oficial da polícia informou que não se intimida com este tipo de ameaça e que está é mais uma entre muitas que já recebeu



Capturar.JPG O capitão Alberto Neto, lotado na Força Tática da Polícia Militar, foi alvo de ameaças de morte em sua página pessoal do Facebook
12/08/2017 às 05:00

 “Se liga pra tu não bate com nosso bonde que essa carabina aí não dá nem pra começar. Tu leva só de AK e AR15 na cara. Pra mim, toda polícia tem que morrer. Polícia pra mim são tudo covarde”.

O capitão Alberto Neto, lotado na Força Tática da Polícia Militar, foi alvo de ameaças de morte em sua página pessoal do Facebook. Ele fez questão de mostrar para a população o grau de risco que um policial militar sofre nas ruas e até em redes sociais, depois que as postagens contra ele viralizaram, ontem.



Um perfil chamado “Makalister Carneiro”, provavelmente falso, é o autor das mensagens. O autor dos textos cita o nome de armamentos pesados para dizer que vai matar a vítima.

À reportagem, o oficial da polícia informou que não se intimida com este tipo de ameaça e que está é mais uma entre muitas que já recebeu.

“Fiz questão de mostrar essa ameaça para a população ver o que estamos sujeitos na rua. As vezes o policial não é valorizado, mas eu, particularmente, não tenho medo, nem me intimido com essas ameaças porque faz parte do meu trabalho. Quem escolheu ser policial sabe o risco que corre”.

Bom trabalho

Com 10 anos de Polícia Militar, o capitão revelou que as ameaças são feitas aos policiais por conta do bom trabalho desempenhado nas ruas e, como são publicadas matérias policiais em sua página do Facebook, a visibilidade fica maior e mais exposto para a população, inclusive bandidos que entram e comentam na página.

“Não recebo ameaça todo dia, mas de vez em quando sim. Agora mais porque tenho minha rede social e lá fico mais exposto, publico tudo da polícia e como sou praticamente um porta voz entre a PM e a imprensa, fico mais visível e isso acaba aumentando o número de ameaças, mas não me intimido nenhum pouco e vou continuar fazendo o meu trabalho na polícia”, contou.

O oficial revelou que investigou junto com amigos da polícia e descobriu que o perfil “Makalister Carneiro” é do Rio de Janeiro. “Um amigo meu investigou e descobriu que é do RJ, mas ainda não descobrimos quem é a pessoa”, explicou.

Delegados estão na mira

Não são apenas os policiais militares que estão na mira da bandidagem. Delegados de Polícia Civil também são alvos e uns já sofreram até atentados, todos no interior do Amazonas. Paulo Gadelha, titular de da 69ª Delegacia de Guajará, foi um dos alvos. No dia 4 de julho deste ano, dois criminosos atearam fogo em seu carro e tentaram queimar a casa morava com a esposa e o filho de quatro meses. O delegado sofreu apenas escoriações e os suspeitos já foram presos.

Outro caso foi em Manicoré, onde a viatura do delegado Jardel Rodrigues foi incendiada. Ele só não foi morto porque, após o incêndio, não desceu rapidamente e os suspeitos acabaram fugindo. “Eles colocaram fogo no carro e aguardavam que eu descesse para me matar”, contou o delegado, na época do crime.


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