Terça-feira, 20 de Outubro de 2020
#Justiçaporflávio

Carreata e missa marcam um ano da morte de Flávio Rodrigues

Engenheiro foi encontrado morto após uma festa na casa de Alejandro Valeiko, filho da primeira-dama de Manaus, Elizabeth Valeiko. Missa acontece às 19h desta terça-feira (29)



gallery_WhatsApp_Image_2019-10-29_at_19.21.00_2B9D6BEE-70F0-4983-918B-834F1EF5652E.jpeg Foto: Antonio Lima
29/09/2020 às 07:40

Uma missa às 19h desta terça-feira (29) na Igreja Católica Sagrado Coração de Maria no Morro da Liberdade e logo após uma carreata saíra pelas ruas de Manaus.

Esta é a programação que está sendo feira para um ano de morte do engenheiro Flávio Rodrigues dos Santos, 42, morto a facadas e que teve o seu corpo jogado em um terreno ermo na área do Tarumã, Zona Oeste.



Entre os réus pelo crime, está Alejandro Valeiko, enteado do prefeito de Manaus, Arthur Neto, e filho da primeira-dama, Elizabeth Valeiko.

De acordo com a irmã de Flávio, Aline Rodrigues, a programação tem como objetivo chamar a atenção da população e das autoridades e mostrar que a morte do engenheiro não está esquecida. “ Nós não vamos nos calar, estamos aqui aguardando que seja feita justiça e que o caso seja definitivamente esclarecido”, disse a irmã do engenheiro.

Conforme Aline, a família espera que toda trama que envolve a morte do seu irmão seja desfeita no decorrer do andamento no processo na Justiça. O que preocupa é que até hoje quatro juízes se julgaram suspeitos para atuar no caso e, até o final da tarde de hoje, ainda não havia um juiz definido para atuar no caso.

Conforme uma das advogadas que está atuando como auxiliar da promotoria Geyza Mitz Dantas Guimarães, o processo começou na 2ª Vara do Tribunal do Júri, com o juiz Anésio Pinheiro, que se julgou suspeito para atuar no caso por ser amigo de uma das partes. O processo foi redistribuído e ficou com a juíza Ana Paula Braga que atuou no caso até o dia 18 deste mês e deixou o caso alegando motivos de foro íntimo.

Mais uma vez o processo foi redistribuído e caiu na 3ª Vara do Tribunal do Júri nas mãos da juíza Eline Paixão, que também alegou foro íntimo e passou a bola para seu colega Adonai Tavares, que alegou o mesmo motivo para não atuar no caso. O processo foi redistribuído para a 1ª Vara do Tribunal do Júri e ainda não há o nome do juiz que vai dar continuidade no andamento do processo.

Conforme a advogada, o processo está na fase da instrução processual, ou seja, no início. Foi oferecida denúncia, aguardando a apresentação das defesas, dos réus, os irmãos Alejandro e Paola Valeiko, Mayc Parede, e do sargento Elizeu da Paz, que deverá acontecer depois que as investigações que estão sendo feitas pelo Ministério Público Estadual sejam concluídas. Destes, apenas Parede e o sargento estão presos.

A advogada não descarta a possibilidade de mudanças no processo depois dos resultados dos trabalhoso Ministério Público. “Podemos ter um aditamento na denúncia e outras pessoas podem ser indiciadas” disse Geysa

Lembranças

A irmã de Flávio, Aline Rodrigues, disse que as lembranças do irmão ainda estão bem vivas dentro da família. O quarto do engenheiro é mantido arrumado do jeito que ele deixou, os molhos de pimenta que ele gostava de comer ainda estão em cima da geladeira, como ele costumava deixar. “ Não tem como não lembrar dele quando o almoço é língua de boi assada de panela. Era o prato preferido dele”, revelou Aline.

De acordo com a irmã, todo dia é dia de lembrar de Flávio. Mãe, irmãs, primas e tias diariamente se reúnem por volta das 17h para rezar aos pés da imagem de Jesus e da Santa Maria e pedir justiça por ele. “ Nos temos fé que tudo será esclarecido”, disse.

Entenda o caso

O engenheiro Flávio Rodrigues dos Santos foi encontrado morto na manhã do dia 30 de setembro de 2019, em um terreno baldio do bairro Tarumã, na Zona Oeste de Manaus. Ele foi assassinado no dia anterior. Investigações da polícia apontaram que o engenheiro havia sido visto, pela última vez, em uma festa na casa de Alejandro Valeiko, filho da primeira-dama de Manaus, em um condomínio de luxo no bairro Ponta Negra.

Um inquérito sobre o caso foi estabelecido pela Polícia Civil, a cargo da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), e indiciou Alejandro, da Paz e Mayc Paredes como possíveis autores do suposto homicídio. Paola Valeiko foi indiciada por fraude processual devido a, no dia do crime, ter alterado o local onde o crime teria acontecido.

O inquérito policial foi entregue ao Ministério Público do Amazonas no final de novembro e, após novas diligências sobre o caso, o órgão ministerial apresentou denúncia para a Justiça do Amazonas, que aceitou o procedimento processual e transformou os indiciados em réus em fevereiro deste ano.

Repórter de A Crítica

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