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Casa de suspeito de matar idoso de 93 anos é incendiada, no ramal do Pau Rosa, na BR 174

Pensão alimentícia para uma neta de sete anos da vítima fatal teria sido a motivação para o crime, que revoltou a família e amigos. A criança, filha do suspeito, seria fruto de um estupro 18/09/2015 às 21:53
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Casa foi incendiada, provavelmente por amigos ou familiares de Joaquim, revoltados com a morte brutal do agricultor
Nelson Brilhante* Manaus (AM)

A casa principal suspeito da morte do agricultor Joaquim de Oliveira Pantoja, de 93 anos, foi incendiada na tarde hoje (18). Ninguém assumiu a autoria do incêndio que destruiu a residência de Inácio Ferreira da Silva, de 55 anos, que está foragido, no ramal do Pau Rosa, no Km 21 da rodovia federal BR-174.

Joaquim Pantoja foi brutalmente assassinado com um tiro de espingarda na manhã desta sexta-feira, por volta das 7h, no sítio Irmãos Dourados, também localizado em uma das vicinais do ramal do Pau Rosa. O motivo do crime seria o pagamento de uma pensão alimentícia.

Para matar Joaquim, o suspeito usou uma palangueta (cartucho abastecido de pólvora, bala e chumbo). Resquícios dessa munição ainda atingiram o filho de Joaquim, Lucas da Rocha Pantoja, 18, que está internado com saúde estável no Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio.

Entenda o caso

Segundo familiares, o motivo do crime seria uma discussão ocorrida dois dias atrás entre o suspeito e a vítima sobre o pagamento de uma pensão alimentícia à filha de Inácio, de 7 anos, que é neta de Joaquim. Conforme os parentes, Inácio nunca pagou pensão à filha e Joaquim foi até a casa dele entregar uma intimação com ordem judicial para que a pensão fosse paga. Inácio não concordou e os dois brigaram.

“Ele não queria pagar a pensão, por isso se irritou quando meu marido foi levar a intimação”, relatou Noeme, esposa de Joaquim

O crime

Antes de matar Joaquim, Inácio ficou de tocaia e esperou a hora certa para disparar o tiro fatal, que atingiu o quadril do ancião de 93 anos. Em seguida, o suspeito saiu correndo e desapareceu na mata.

Ontem, quando a polícia fazia o procedimento de rotina, surgiu a notícia de que Inácio estava em sua casa, mas com a chegada das viaturas e da imprensa ele fugiu deixando sua casa toda aberta. Os policiais conseguiram resgatar a carteira de identidade e outros elementos que serão utilizados no processo de denúncia.

O crime mobilizou mais de dez policiais civis, entre investigadores e peritos, além do Instituto Médico Legal (IML), que regatou o corpo do agricultor. Policiais da 20ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) e da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (Dehs) entraram pela mata em busca do suspeito, mas até a publicação não haviam encontrado.

Agricultor

Naquela localidade, Joaquim cuidava do sítio de seu genro e vivia exclusivamente da agricultura. Apesar da idade, mantinha uma roça de mandioca e fabricava farinha para vender.

Estupro

Segundo familiares, a neta de Joaquim, a garotinha de 7 anos de idade e destinatária da pensão, nasceu de uma relação sexual não consentida entre Inácio, 55, e a filha de Joaquim, Lúcia, uma jovem de 19 anos. Inácio teria estuprado Lúcia sete anos atrás e desse ato nasceu a garota. Desde então a família tentava exigir que Inácio pagasse pensão alimentícia à garota.

O crime de estupro, à época que aconteceu, não foi registrado pelos parentes de Lúcia na polícia, e Inácio nunca pagou criminalmente pelo que fez.

*Colaborou: Édria Caroline

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