Quinta-feira, 25 de Abril de 2019
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Projeto Social

Casa do Frei completa 1 ano e já colhe frutos à comunidade de São Vicente

Antes desprovida de ações que resgatassem a sua autoestima, essa mesma comunidade vê, após 1 ano de inauguração da Casa do Frei, o resgate cada vez maior de sua identidade


09/04/2017 às 14:09

“Sonho que se sonha só / É só um sonho que se sonha só / Mas sonho que se sonha junto é realidade”. Os versos da música “Prelúdio”, do saudoso Raul Seixas, exprimem o que representa o espaço Casa do Frei para quem o criou e para quem o frequenta. Localizado na tradicional rua Frei José dos Inocentes, 201, no Centro Histórico da cidade, o local nasceu a partir da iniciativa da oscip Instituto Amazônia, mais precisamente da ideia criativa da arte-educadora Monica Bologna, que sonhou uma área de onde partissem projetos sociais para a Comunidade São Vicente.

Antes desprovida de ações que resgatassem a sua autoestima, essa mesma comunidade vê, após 1 ano de inauguração da Casa do Frei, o resgate cada vez maior de sua identidade, orgulho manauense e a revitalização do Marco Zero, de onde Manaus surgiu. O local integra o projeto de Requalificação Urbana do Espaço São Vicente, que tornou-se uma das maiores ações sociais de revitalização já vistas nos últimos tempos na cidade, e é um dos braços do projeto que tem, também, a Casa da Arte e a da Música, ambos também na Frei José dos Inocentes. Já a sede do Instituto Amazônia está localizada na rua Bernardo Ramos, no Paço Municipal.

O espaço

Em seus dois pisos, a Casa do Frei oferece incentivo à produção artística local, contendo salas onde acontecem oficinas, aulas e cursos de capacitação, atendimentos médicos de psicóloga e pedagoga e encaminhamentos, sessões de terapia alternativas de Reiki, entre outras atividades que estão, aos poucos, dando outra dimensão de valorização ao Centro Histórico.


Para todas as atividades realizadas nos espaços culturais do Instituto Amazônia, parte das vagas é destinada gratuitamente aos moradores do local, as demais vagas são abertas ao público em geral com a cobrança de taxa simbólica para atender aos custos da casa.

“A Casa do Frei representa todos os sonhos que podemos sonhar aliado ao sonho dos outros”, disse a arte-educadora Mônica Bologna, gerente do projeto Caminhos do Frei e membro-fundadora do Instituto Amazônia.   

Balanço

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Ela fez um balanço do primeiro ano não apenas olhando para trás, mas vislumbrando o futuro.

“Como passou rápido esse 1 ano, e como a gente tem que agir rápido na vida, não deixar pra amanhã o que você pode fazer hoje. Um dia eu sentei e falei: ‘Vamos fazer um projeto agora, aqui. Esse sonho vai dar certo’. Me chamaram de louca, que não daria certo. E já faz 1 ano da minha loucura e da loucura daqueles que vieram junto, e quanta coisa boa já saiu. Não contabilizamos os dissabores  porque isso tem e não tem só conversa boa. Você está lidando com vidas e com atitudes de pessoas diversas. Tem mi-mi-mi pra cá, mi-mi-mi pra lá, tem sim. Mas a gente só contabiliza coisas boas, as que dão certo e são sementes para daqui a pouco, aquelas que estão germinando e que já estão frondosas. Temos muito a agradecer, é gratidão eterna por tudo que já aconteceu. E não descansar com tudo aquilo que você ainda pode fazer pois a vida é isso: depois que você fecha os olhos, são outros trâmites do outro lado. O que você pode fazer hoje?”, comentou Monica.

Reconhecimento

Na última sexta, os colaboradores que tornaram possível o projeto Casa do Frei ser desenvolvido participaram, junto à gerência e corpo técnico do Instituto Amazônia, de um evento de comemoração em reconhecimento ao trabalho desenvolvido entre os comunitários.

Blog
Cristiane Mota, colaboradora da Casa do Frei e moradora da rua Frei José dos Inocentes

"Com o projeto, a comunidade, hoje, zela mais em aspectos como a limpeza. Há a questão das casas que estavam abandonadas, onde as pessoas tinham vergonha de morar e, hoje com o projeto, os imóveis já estão ocupados, alugados ou os próprios moradores voltaram a morar. Isso foi a grande mudança que o projeto trouxe pra cá. Foi trabalhada a valorização e a auto-estima dos moradores que têm orgulho de dizer que moram na rua do Frei, na Bernardo Ramos. E a Feira do Paço também faz com que as pessoas venham conhecer o Marco Zero e saber o que tem aqui de história, onde a nossa cidade começou".

Marco Zero recebe Feira do Paço a partir das 16h

O Centro Histórico   está em festa neste final de semana também por outro motivo: a realização da 2ª Feira do Paço do ano, tendo como local o Marco Zero de Manaus (Praça D.Pedro 2º- em frente ao Museu Paço da Liberdade).

Gigantesco evento a céu aberto, a feira é celeiro para a economia criativa e empreendedorismo, reunindo cerca de 80 expositores, manifestações culturais como arte circense e música, exposições, espaço kids, espaço pet e muito mais, sendo realizada de 16h às 22h. E sempre no 2º domingo de cada mês com entrada gratuita.

“A expectativa sempre é a melhor possível e o público já colocou a Feira do Paço no seu calendário”, disse Mônica Bologna.


Acima, o presidente do Instituto Amazônia, Paulo Henrique: oscip coordena a Casa do Frei / Foto: Evandro Seixas

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