Sexta-feira, 19 de Abril de 2019
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OPERAÇÃO NASCITURO

Casa onde funcionava ‘clínica’ de abortos é interditada pela Vigilância Sanitária

Segundo os fiscais, o ambiente onde o médico Antônio Cabede realizava os abortos não era clínico nem hospitalar, mas uma sala em condições totalmente insalubres


11/04/2019 às 20:01

A residência onde funcionava a ‘clínica’ clandestina de abortos do médico Antônio Cabede, preso na operação Nascituro, foi interditada nesta quinta (11), pela Vigilância Sanitária da Prefeitura de Manaus (Visa Manaus). Quatro fiscais já haviam estado no local na manhã de quarta-feira (10), na ação que resultou na apreensão de equipamentos, instrumentos cirúrgicos e medicamentos utilizados nos procedimentos abortivos e na prisão dos responsáveis.  

De acordo com o gerente de Vigilância de Serviços da Visa Manaus, Augusto Kluczkovski Júnior, o órgão dará continuidade, a partir de agora, aos procedimentos relativos às infrações no campo sanitário. Além da colocação de lacre específico no imóvel, o Auto de Infração será levado ao médico preso para assinatura e reconhecimento formal das irregularidades identificadas. O órgão dará suporte técnico às investigações.

A Visa Manaus também irá, quando solicitada, realizar os procedimentos de destinação regular dos medicamentos apreendidos pela polícia no local. “Se a Justiça determinar que fiquem como prova, serão mantidos em depósito. Se forem liberados, serão incinerados de acordo com o protocolo de descarte”, explicou o gerente.


Fiscais da Vigilância Sanitária encontraram no local condições insalubres  Foto: Divulgação

Augusto informou ainda que os fiscais que participaram da operação estão finalizando o relatório técnico sobre o serviço e que, de acordo com as irregularidades descritas, serão aplicadas todas as penalidades sanitárias previstas em lei. Ele destaca que a “clínica” era totalmente clandestina. “Nunca houve pedido de licenciamento nem para o médico, como pessoa física, nem para qualquer serviço de saúde legal para o endereço onde os abortos eram realizados”.

Levantamento inicial dos fiscais da Visa Manaus apontam que o ambiente onde eram realizados os abortos não era clínico nem hospitalar, mas uma sala com alguns equipamentos, como aspirador cirúrgico e instrumental cirúrgico, medicamentos anestésicos e sedativos. As condições de assistência eram totalmente insalubres e artesanais, colocando em risco a saúde das mulheres atendidas.

Operação Nascituro

Deflagrada na manhã de quarta-feira (10) pelo Ministério Público do Amazonas (MP-AM), a Operação Nascituro prendeu o médico Antônio Cabede e sua esposa, em Manaus, por prática de abortos. Iniciada após uma denúncia, as investigações duraram 30 dias e culminaram nas prisões dos envolvidos e na apreensão de diversos materiais de uso cirúrgico, além de remédios de uso restrito ao poder público. Antônio Cabede chegava a cobrar até R$ 8 mil pelos procedimentos cirúrgicos.

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