Sexta-feira, 22 de Novembro de 2019
Manaus

Casal é preso após realizar um aborto na Zona Oeste de Manaus

Após o crime, a jovem que tomou uma medicação para abortar foi a uma maternidade para se submeter a procedimentos médicos; o feto permaneceu no local do crime



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21/02/2014 às 20:01

O casal, Jéssica de Lima Caldas, 19, e Moisés  Ferreira Guerreiro, 20, foi preso, nesta sexta-feira (21) pela prática de aborto, na Zona Oeste de Manaus. De acordo com o delegado titular do 20º Distrito Integrado de Polícia (DIP), Paulo  Benelli, foram os vizinhos que denunciaram a dupla. 

O crime teria ocorrido na manhã da última quinta-feira (20), na comunidade Carlinhos da Carbrás, no Tarumã, por volta das 10h. Jéssica teria tomado algumas doses de medicamento abortivo na noite anterior, e 12h depois, o remédio começou a fazer efeito. 
Segundo o delegado, o marido da jovem, comprou a medicação (que é de venda controlada) no Centro da cidade, há alguns dias. 



Enquanto a jovem foi levada para a maternidade Azilda Silva Marreiros, na Zona Norte, para fazer a curetagem (procedimento de limpeza do útero), os moradores acionaram a polícia para investigar o caso.  

“Conseguimos fechar o cerco rapidamente. Quando chegamos a casa, o feto ainda estava em cima da cama e, no lixo do banheiro, achamos uma cartela do medicamento que ela usou”, afirmou o delegado. 

Benelli afirmou que o feto era do sexo feminino, estava praticamente formado e aparentava ter entre cinco ou seis meses. 

Após receber alta da maternidade, Jéssica e Moisés foram levados à delegacia para prestar esclarecimentos. Benelli afirmou que o casal confessou o crime e que eles afirmaram que só fizeram isso porque não tinham condições de cuidar de um recém-nascido.

“Eles disseram que como já tinham uma filha de um ano e meio, não tinham como criar mais uma criança. A Jéssica ainda chegou a chorar, demonstrou arrependimento, mas o Moisés estava mais indiferente”, falou o delegado.

De acordo com o delegado, o aborto é um crime previsto no artigo 124, do Código Penal Brasileiro e a pena pode chegar a três anos de reclusão.

“Isso é muito grave, pois nos Brasil, o aborto só é permitido quando a vida da mãe está em risco ou em caso de estupro”, explicou Benelli. Os dois já baixaram para a cadeia pública.         

Outra  investigação

De acordo com Paulo Benelli, Moisés comprou o medicamento abortivo no “mercado negro” por R$ 400, no Centro. Ele informou que vai encaminhar o caso para Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) da Polícia Civil, para que uma outra investigação seja aberta, afim de desarticular esse tipo de comercialização. 


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