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Manaus
RISCO DE MORTE

Casal que matou grávida para retirar bebê é colocado em cela isolada por segurança

Os outros detentos receberam Alex e Joelma com barulho, batida de grades e gritos ameaçadores no último domingo (22), em Manaus 26/10/2017 às 20:29 - Atualizado em 26/10/2017 às 21:01
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Foto: Jander Robson
Joana Queiroz Manaus (AM)

O homem e a mulher que confessaram ter matado uma grávida para cortar a barriga dela, retirar e roubar um bebê, no interior do Amazonas, foram colocados em cela separadas de outros detentos em presídios de Manaus. Alex da Silva Carvalho, de 18 anos, e Joelma Queila Santana da Silva, de 22 anos, foram recebidos por outros presos com barulho, batida de grades e gritos ameaçadores.

As informações foram confirmadas pelo secretário adjunto da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), major Klinger Paiva. Segundo ele, Alex e Joelma foram colocados em celas isoladas por questões de segurança deles, tanto no Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM) I quanto no CDPM Feminino, respectivamente. Os dois, inclusive, foram transferidos para Manaus por correrem risco de morte em presídios do interior do Estado.

Conforme Paiva, no CDPM Feminino as presas bateram grades e fizeram ameaçadas durante a chegada de Joelma. Ela, porém, demonstrou comportamento frio e não esboçou nenhuma reação. Já com Alex, o barulho feito pelos detentos foi ainda maior. Além de baterem as grades, os internos do CDPM I gritavam pedindo que Alex fosse levado para o mesmo local onde estavam.

Conforme o secretário adjunto, os presos souberam do crime praticado pela dupla por meio dos noticiários da televisão. Crimes envolvendo crianças causam revolta na massa carcerária, de acordo com o major Klinger Paiva.

Queria dar filho ao marido

O crime aconteceu no último dia 19 de outubro, no município de São Sebastião do Uatumã, a 247 quilômetros de Manaus. A grávida de 20 anos foi dopada e levada para uma área de mata, onde foi morta e o bebê de 8 meses de gestação retirado. Depois, os dois suspeitos fugiram para Itapiranga e acabaram presos ao tentarem desembarcar no porto da cidade carregando o recém-nascido.

Em depoimento sobre o motivo do crime, Joelma disse que não conseguia engravidar e queria poder dar um filho do sexo masculino ao marido. “Eu queria dar um filho pra esse meu ex-marido, que era meu namorado. Pensei num bebê. Foi quando eu falei com o Alex e disse que dava R$ 4 mil se ele conseguisse um bebê pra mim. Pensei que não ia ser desse jeito. Pensei que poderia ser um sequestro, pegar um bebê e deixar a mãe viva”, disse a acusada.

Alugou moto para matar

No último sábado (21), quando foram apresentados à imprensa, os dois contaram detalhes de como planejaram e executaram a morte da grávida. “Ele alugou uma moto e levou a menina para passear. Eu fiquei na casa do meu avô. Alex voltou para me pegar. Quando voltei, a mulher estava lá, caída. A única coisa que escutava ela falar era que estava com dor de cabeça e aí foi quando o Alex a enforcou e ela ‘apagou’”, contou Joelma.

Em depoimento, Alex afirmou ter dado a ela uma bebida com sonífero e avisou a Joelma que “estava tudo pronto”. A vítima chegou a reagir durante o crime, mas Alex a estrangulou com as mãos. Na delegacia, Alex disse que Joelma não teve coragem de continuar o golpe e o bebê começou a chorar e se debater dentro da barriga da mãe. Foi quando ele teria acabado de abrir a barriga da jovem para salvar a criança.

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