Domingo, 15 de Dezembro de 2019
Manaus

Casal suspeito de assassinato é preso quando dava testemunho em igreja evangélica

Os dois confessaram o envolvimento em crimes, sendo que só ele teria matado cinco pessoas. Eles foram capturados por policiais que se fingiram de fiéis



1.gif Raissam, de 19 anos, afirmou ter assassinado quando tinha 10 anos de idade. A esposa também foi presa
16/12/2015 às 12:02

Um casal foi peso pela Polícia Civil do Amazonas, no último domingo (13), no momento que os dois confessavam para fiéis de uma igreja evangélica o envolvimento na morte de cinco pessoas em Manaus.

O ajudante de pedreiro Raissam de Souza Miranda, 19, e a esposa, Denise Araújo Cândido, 23, foram apresentados à imprensa nesta manhã.



Os dois são suspeitos de matarem, no dia 14 de agosto deste ano, o protético Ildo Lopes da Silva, 53, morto dentro da própria residência, na rua Santa Rosa, bairro Braga Mendes, Zona Leste da cidade.

O casal foi capturado dentro de uma igreja na rua Rio Paraguai, no bairro Novo Aleixo, Zona Leste, no momento em que davam testemunho sobre a vida no crime.


Casal foi preso em uma igreja. Foto: Fábio Oliveira

De acordo com o delegado Ivo Martins, titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), Raissam estava contado ao fiéis seu testemunho, onde revelou em público que havia matado cinco pessoas, incluindo o protético, e que pretendia se entregar no dia seguinte, na segunda-feira (14).

Segundo o delegado, uma denúncia anônima revelou que os dois estavam na igreja. De imediato, dois investigadores foram até o local e se passaram por dois fiéis. “A equipe de investigação entrou e fingiu que estava orando também e na saída da igreja prenderam os dois”, afirmou.

Na delegacia, Raissam confessou o crime e ainda revelou que é autor de cinco homicídios em Manaus. Dentre eles o do Gerlisson Barreto de Souza, 25, morto a tiros no rip rap do bairro Tancredo Neves. Na ocasião, ele matou o desafeto quando tinha apenas 10 anos de idade. A motivação é desconhecida pela polícia.

Porém, durante coletiva de imprensa, Raissam disse que matou por causa de droga. Ele confessou que é usuário desde os 9 anos de idade.

Sobre o crime do protético, ele relatou que estava no local, mas que não participou do crime. Entretanto, o delegado Ivo Martins afirmou que Raissam desferiu os golpes que mataram a vítima e ainda ajudou a amarrá-lo com fio elétrico.

O protético Ildo da Silva foi morto a golpes de pernamanca com pregos. A outra suspeita, Denise, esposa de Raissam, segurou a vítima enquanto Raissam o golpeava, de acordo com o delegado.

Ao todo cinco pessoas participaram efetivamente do crime. Uma adolescente irmã de Raissam foi quem convidou o irmão para roubar o protético. “Ela (irmã) estava bebendo com outra menina e o protético na casa dele na noite do crime. Ela percebeu que ele estava bêbado e chamou o irmão Raissam para roubá-lo, mas quando chegou em casa, o grupo já foi golpeando a vítima até a morte”, disse.

Raissam e Denise irão responder pelo crime de homicídio qualificado e foram encaminhados para a Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa, no Centro da cidade.


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