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Manaus
RISCO

Casas estão com estrutura sob risco após tubulação estourar com forte temporal

Moradores da divisa entre as rua Rio Pacavi, no conjunto Colina do Aleixo, e da rua Paraguaçu, no conjunto São José dos Campos, estão sem conseguirem dormir 18/02/2019 às 06:50 - Atualizado em 18/02/2019 às 10:02
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Foto: Junio Matos
Wal Lima Manaus (AM)

Moradores da divisa entre as rua Rio Pacavi, no conjunto Colina do Aleixo, e da rua Paraguaçu, no conjunto São José dos Campos, na Zona Leste de Manaus, estão desde a última quarta-feira (13) sem conseguirem dormir. O motivo é uma tubulação que estourou com o forte temporal daquele, inundando casas e colocando em risco a estrutura de residências e ruas na localidade.

De acordo com o funcionário público Andrey Lemos, 39, que é morador da rua Rio Pacavi, a força da água foi tão grande que danificou a estrutura da casa dele. “Desde quarta-feira estamos aqui neste sofrimento, a Seminf (Secretaria Municipal de Infraestrutura) e o Implurb (Instituto Municipal de Planejamento Urbano) estão aqui desde o início, mas alegam que não têm como solucionar o problema sem um posicionamento da Defesa Civil que precisa avaliar as estrutura e dizer se há riscos ou não na atuação dos profissionais da secretaria de infraestrutura”.

Segundo o morador, é esperado que nesta segunda-feira (18) o secretário da Defesa Civil do município, Cláudio Belém, vá até o local para dar o parecer do órgão quanto ao problema. Até lá, segundo Andrey Lemos, eles foram orientados a “orar para que não chova” e ocorram mais prejuízos nas residências atingidas.

“Temos que nos apegar a Deus mesmo, porque infelizmente estamos nas mãos do Poder Público, sem dormir e enquanto eles aproveitam o final de semana nas casas deles”, acrescentou o funcionário público.

A aposentada Marli Meireles, 67, moradora do conjunto Colina do Aleixo há mais de 20 anos, afirma que o problema de tubulação é antigo e que em junho do ano passado o local sofreu com o mesmo problema, mas sem tanta gravidade.

“As tubulações dos bueiros sustentam apenas 400 litros. Numa região como esta, deveria ser ao menos mil litros, porque assim não desperdiça água. Agora este problema voltou nos atormentar, tirando o nosso sono e nos deixando com medo de acordar com o muro do vizinho desmoronando”, afirmou dona Marli, que reside junto com o filho, a nora e mais dois netos de 6 e 4 anos.

Em média, cerca de 20 a 30 casas foram atingidas pelo problema na região, mas a residência do motorista Fabrício Cardoso, 32, é a que mais corre risco de desabar por conta do muro da casa dele ficar atrás do local aonde a água está inundada.

“Não tem como a gente conseguir dormir, sabendo que corre o risco de perder tudo. Enquanto isso estou ficando na casa do meu irmão que mora mais a frente, mas tenho minhas coisas e meu filho que mora comigo. Estamos sem dormir, porque até agora não vieram nos trazer uma solução”, disse Fabrício que aguarda ao menos um aluguel temporário pago pela Prefeitura de Manaus, enquanto o problema não é solucionado.

Para amenizar o problema, moradores afirmam que um carro pipa foi enviado pela Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) para escoar a água do bueiro desde a última quarta-feira. “Já foram mais de dez voltas desde o início do problema e como este carro pipa tem capacidade para 12 mil litros, calculamos que mais de 120 mil litros de água já foram retirados aqui do bueiro”, afirmou o morador Andrey Lemos.

Resposta

Por meio de nota, a Prefeitura de Manaus afirmou estar atuando de forma integrada no local, juntamente com a Defesa Civil, Implurb, Seminf  e Semasc (Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania), que estiveram no local na última sexta-feira (15), para uma vistoria.

Já a Seminf afirma que constatou uma construção irregular que passa por cima da rede de drenagem da prefeitura e que na próxima segunda-feira (18) vai fazer um estudo topográfico da área, para que seja analisada a possibilidade de desvio dessa rede. Vale destacar que somente após esse levantamento poderá ser definido o serviço mais adequado para o local.

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