Publicidade
Manaus
Manaus

Caso Bebetinho volta à polícia para que sejam realizadas novas diligências

Sem provas suficientes para denunciar acusados, processo voltou à Especializada em Homicídios para novas diligências 10/09/2013 às 11:32
Show 1
Carro de Alessandro Coelho, um Mercedes-Benz, ficou crivado de balas; o caso vai agora para a Secretaria de Inteligência
Joana queiroz ---

Passado cinco anos do assassinato de Alessandro Silva Coelho, 28, o ‘Bebetinho da 14’, o processo retornou nessa segunda-feira (9) para a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), para que sejam realizadas novas diligências. O procedimento é necessário para que o Ministério Público possa oferecer denúncias.

O processo ainda corre sob segredo de Justiça. Bebetinho foi executado com aproximadamente 20 tiros na madrugada do dia 13 de julho de 2008, no interior do seu carro um Mercedes-Benz de cor grafite e modelo CLK 320, placas JXP-7000, quando saía de uma festa, no Sambódromo.

O inquérito foi encaminhado para a Justiça com nomes de pelo menos três suspeitos. Atualmente o processo está formado por dois volumes e mais um adendo. Por causa disso, é considerado um dos maiores entre os que tramitam nas três varas do Tribunal do Júri, porém sem autoria e sem provas suficientes, o que impediu o Ministério Público Estadual de oferecer denúncia, fato que fez os autos voltarem para novas investigações.

Nessa segunda-feira (9), o processo encontrava-se na mesa do delegado titular da DEHS Antônio Rondon. Ele disse que ainda não tinha aberto o mesmo e que não sabia informar quais são as diligências solicitadas para serem cumpridas. Segundo o delegado, as investigações do caso Bebetinho foram realizadas pela Secretaria Executiva Adjunta de Inteligência (Seai) e é para lá que o processo será encaminhado.

Mistério

A morte de Bebetinho é cercada de mistérios e histórias que até o momento as investigações não conseguiram esclarecer. Ele foi executado dentro avenida Belmiro Vianez, bairro Alvorada, zona Centro-Oeste, dentro do seu carro uma Mercedes Benz de cor preta, logo após ele sair de um show no Sambódromo. No carro da vítima a polícia apreendeu uma pistola PT 40, de uso exclusivo de policiais Militares e Civis.

Inicialmente a Polícia Civil suspeitava de o crime ter sido motivado por acerto de contas entre traficantes, pois o mesmo era filho do traficante Luiz Alberto Gomes Coelho, o ‘Bebeto da Praça 14’, que por muitos anos comandou o tráfico naquele bairro.

O crime ocorreu logo após ele sair de um show no Sambódromo. “Bebetinho” estava num carro importado modelo Mercedes Benz.

Força Tarefa

O caso Bebetinho foi incluído numa lista de 13 assassinatos que foram investigados por uma força tarefa composta pelos delegados José Divanilson Cavalcanti Júnior, Alberto Ramirez, Alexandre Moraes e Antônio Chicre Neto e pelos promotores Ronaldo Andrade, Fábio Monteiro e Alberto Rodrigues Júnior, que trabalharam nos casos por mais de um ano, porém sem conseguir identificar a autoria da maioria dos crimes. Alguns a autoria foi atribuída a suposta organização criminosa que ficou conhecida como “Caso Wallace”, e aparece o filho do ex-deputado´, já falecido, Wallace Souza, Raphael Souza como autor.

Executado 7 meses após morte do filho

O traficante Luiz Alberto Coelho ‘Bebeto da 14’, considerado um dos maiores chefões do tráfico de drogas de Manaus, foi executado com sete tiros de pistola de PT. 40 - arma de uso exclusivo da polícia - por volta das 21h20, dentro de casa onde morava localizada no beco Barcelos no bairro Praça 14, Zona Centro-Sul. A casa fica perto do 1º Distrito Integrado de Polícia. Os assassinos teriam entrado na residência após descuido de um dos seguranças, que deixou a porta.

O crime ocorreu sete meses depois do assassinato do filho, Alessandro da Silva Coelho, 27, o “Bebetinho”. Bebeto estava bebendo com amigos no terraço de sua casa, quando dois pistoleiros, vestidos de preto e usando capacetes, entraram no local e efetuaram os disparos. O processo voltou para a polícia para novas diligências e está com autoria desconhecida.

Publicidade
Publicidade