Domingo, 22 de Setembro de 2019
Manaus

Caso Belota: exame é negado pela segunda vez

Na defesa escrita, apresentada pelo advogado de Jimmy, mais uma vez foi requerida a instauração de incidente de insanidade mental do réu. Pela segunda vez o pedido foi indeferido, desta vez pela juíza Mirza Telma



1.jpg Da esquerda para a direita os suspeitos Jimmy Robert, Rhuan Bruno e Rodrigo Moraes, na sede da DEHS
01/03/2013 às 20:43

A juíza titular da 1ª Vara do Tribunal do Júri, Mirza Telma Oliveira da Cunha, pautou para o dia 3 de abril o início da instrução de julgamento do processo que tem como réus o publicitário Jimmy Robert Queiroz de Brito, 33, Rodrigo de Moraes Alves, 18; e Ruan Pablo Bruno Cláudio Magalhães, 18, acusados do planejamento e execução dos assassinatos da coordenadora de Relações Internacionais da Suframa, Maria Gracilene Belota, 59; da filha dela, Gabriela Belota, 26; e do aposentado, Roberval Roberto de Brito, 63, pai de Jimmy, ocorridos no dia 22 de janeiro.

A audiência de instrução de julgamento é a fase do processo onde são ouvidas as testemunhas de acusação arroladas pelo Ministério Público Estadual (MPE) e as apresentadas pela defesa, arroladas pelos advogados dos réus. Serão ouvidos ainda os acusados. A possibilidade é que aconteça em mais de um dia, já que são três réus e várias testemunhas. Primeiro serão ouvidas as testemunhas de acusação, em seguida as de defesa e, por último, os acusados.

Segundo a juíza Rosário Sarmento, que também está atuando no caso, ainda não é possível dizer se o processo vai estar pronto para entrar na pauta de audiência do segundo semestre deste ano. De acordo com a magistrada, depois da instrução de julgamento virá a fase da pronúncia, que é quando o juiz demonstra o seu convencimento de que o réu é culpado ou não e encaminha-o para ser julgado pelo Tribunal do Júri.


Pedido indeferido

Na defesa escrita, apresentada pelo advogado de Jimmy, mais uma vez foi requerida a instauração de incidente de insanidade mental do réu. Pela segunda vez o pedido foi indeferido, desta vez pela juíza Mirza Telma pelos mesmos motivos que o juiz Eliezer Fernandes Júnior indeferiu o primeiro, em consonância com o parecer do MPE, que se manifestou no momento que ofereceu denúncia contra os réus.

O promotor Fábio Monteiro deu parecer contrário ao incidente de insanidade mental em favor de Jimmy alegando que o mesmo não veio acompanhado por nenhum documento médico ou qualquer histórico de que Jimmy seja portador de doenças mentais.


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