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Caso Belota: Jimmy acusa a mulher do avô de ser a mandante do triplo homicídio

Durante a audiência de instrução processual do caso, Jimmy acusou a mulher do avô dele, Olga Matos, de planejar os crimes e o convidar para executá-los 04/04/2013 às 08:57
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Jimmy, que acusou a mulher do avô de ser a mandante dos crimes, sendo questionado por advogados da defesa dos réus
Joana Queiroz ---

A nova versão para o triplo homicídio que ficou conhecido como “Caso Belota” apresentada pelo acusado de ser mentor intelectual do crime, o publicitário Jimmy Roberto de Brito, 33, não convenceu o Ministério Público Estadual (MPE). Durante a audiência de instrução processual do caso, Jimmy acusou a mulher do avô dele, a dona de casa Olga Matos, de planejar os crimes e o convidar para executá-los. “Ele se enrolou mais ainda envolvendo outra pessoa. Não muda a condição dele”, disse o promotor de Justiça Fábio Monteiro.

Jimmy, Rodrigo Alves e Ruan Pablo Bruno Magalhães são réus confessos das mortes de Roberval de Brito, pai de Jimmy, Maria Gracilene Roberto Belota e Gabriela Roberto Belota, tia e prima do publicitário. Eles foram ouvidos pela primeira vez em juízo em audiência que durou aproximadamente dez horas, pela juíza titular da 1ª Vara do tribunal do Júri, Mirza Telma de Oliveira e pelo promotor Fábio Monteiro.

Jimmy demonstrou tranquilidade, manteve o rosto levantado e chorou duas vezes quando mencionou a mãe, Sandra Brito, falecida ano passado. Já os demais acusados ficaram de cabeça baixa, se disseram arrependidos e voltaram a acusar Jimmy de ter planejado e orientado a execução dos crimes.

Rodrigo negou ser o namorado de Jimmy e fez questão de destacar que é pai de dois filhos e tem namorada. Ele também disse que não recorda ter tido relações sexuais com Gabriela e confirmou ser o autor dos golpes nos pescoços das vítimas.

Segundo Rodrigo, no dia do crime os três usaram drogas. Ele disse que fumou maconha, bebeu uísqui, cheirou cocaína e tomou 30 gotas de uma droga líquida trazida de Miami para Jimmy, ficando “alucinado” a ponto de, depois de matar Gabriela, dormir no sofá esperando Gracilene chegar para assassiná-la. Rodrigo disse que topou matar porque Jimmy prometeu parte do dinheiro.

Bruno apenas reproduziu o que tinha dito em depoimento na delegacia. Já Jimmy acusou Olga de ter planejado o crime. A mulher, que estava na audiência com uma testemunha de acusação - a empregada doméstica de Roberval, Maria Nésia Vitor de Amorim -, foi surpreendida com a declaração. Ela passou mal e deixou o local acompanhada por um advogado amigo da família. Olga não quis falar sobre o caso.

Nova versão

Jimmy alega agora que Olga fez contato com ele em novembro do ano passado: “Ela marcou um encontro na Ponta Negra, onde me apresentou o plano e pediu para que eu executasse. Até o crime foram mais dois encontros”. Para convencê-lo, Olga  teria mostrado um bilhete, supostamente escrito por Gracilene, onde fazia comentários negativos sobre o sobrinho.

“Ela (Olga) planejou o crime motivada pelo ódio que tinha das vítimas. Há cinco anos a família descobriu que ela traía o meu avô e acabaram com acesso que ela tinha às finanças da empresa. Ela queria ficar com parte da herança”, completou o publicitário.

“Ela foi a mandante”, afirma Jimmy sobre mulher do avô Olga Matos

Olga Matos é casada com o avô de Jimmy, Benjamin Brito, 87, que é pai de Roberval Brito, uma das vítimas do triplo homicídio e pai de Jimmy. Além de uma prima de Jimmy, que não quis se identificar, ela foi a única pessoa da família dele a comparecer na audiência, ontem. Segundo fontes de A CRÍTICA, ela foi levar uma das testemunhas para depor, mas acabou surpreendida com as acusações feitas por Jimmy contra ela, alegando que Olga é a verdadeira mentora dos crimes. Após a denúncia, Olga deixou a sala de audiência bastante abalada e sem falar com a imprensa.


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