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'Caso Belota': Jimmy rompe silêncio, se diz arrependido e confirma participação de Olga

“Quero permanecer em silêncio”, disse Jimmy ao começar seu testemunho. Ele é um dos três acusados de participar do triplo homicídio da família Belota, ocorrido no dia 22 de janeiro de 2013. Ele mudou de ideia logo depois e responde a maioria das perguntas 21/11/2013 às 20:02
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"Se eu pudesse voltar atrás, teria mudado muitas coisas", declarou Jimmy durante seu julgamento
acritica.com Manaus (AM)

O interrogatório de Jimmy Robert de Queiroz, réu do "caso Belota", iniciou por volta das 17h desta quinta-feira (21) no Tribunal do Júri do Fórum Henoch Reis, em Manaus. Ele se negou a falar: “Quero permanecer em silêncio”, se limitou a dizer. Inicialmente, o acusado também se negou de responder às perguntas do Ministério Público Estadual.

A juíza Mirza Telma iniciou então os autos do inquérito policial com o depoimento que Jimmy concedeu à Polícia Civil durante as investigações sobre o crime.

Um pouco depois, Jimmy decidiu que responderia questões que ele considerasse necessárias. Para a defesa, ele se disse arrependido. "Se eu pudesse voltar atrás, teria mudado muitas coisas, inclusive minhas companhias", declarou.  Ele então só passou a fazer declarações aos advogados.

Durante interrogatório, ele criticou o trabalho feito pela Polícia Civil e desconsiderou o depoimento dado por ele na delegacia no dia da prisão, apenas confirmando o que disse à polícia pela segunda vez durante as diligências. Ele criticou também a perícia executada.

O acusado confessou ter consumido maconha no dia do incidente. No entanto, revelou: "Estavamos num nivel totalmente consciente". O réu negou ambém, que Rodrigo e Ruan Pablo teriam aceitado matar pelo dinheiro, mas sim pela afinidade entre eles. 

"Eu não prometi nada a ninguém, até porque eu não sabia valores que receberia da herança do meu pai. Eles fizeram isso por consideração que tinham por mim, e não pela herança. Até porque eu não teria noção de valores", disse, acrescentando que apenas teria mencionado que, futuramente, poderia compartilhar a quantia de sua herança com os dois. 

"Ele (Rodrigo) sabia que eu tinha coisas boas e isso despertou algum interesse nele", revelou Jimmy, acrescentando que já havia sido furtado por Rodrigo. "Eu consegui verificar que ele realmente cometia furtos".

Jimmy volta a acusar Olga Matos

Quando perguntado pela defesa se Olga Marinho Matos, esposa de seu avô, teria algum envolvimento com o crime, Jimmy foi categórico ao responder que sim. Ele voltou a acusar Olga, apontando-a como mentora do crime. "Eu seria a pessoa menos interessada no apartamento, até porque eu não era herdeiro do meu avô, e sim do meu pai", contou.

"A minha participação era colocar as pessoas para fazer o crime, e não eu (cometê-lo). Recebi dinheiro da dona Olga e repassei isso para Rodrigo (para comprar os materiais usados no crime. (...) A finalidade dela era executar o que já tinha sido planejado", teria dito. Quando indagado qual seria o planejado, o réu respondeu: "Exatamente o que aconteceu".

Jimmy revelou, ainda, que Rodrigo e Ruan Pablo já eram conhecedores dos planos de Olga, inclusive de que o cachorro também deveria ser eliminado - o que foi negado por Ruan Pablo durante seu depoimento. Questionado pelos advogados se não tinha medo de Olga, Jimmy disse: "Fiquei com receio de também ser apagado por ela (Olga)", declarou.

Às 18h15, a sessão foi suspensa por cinco minutos.

Entenda o caso

Jimmy é acusado de participar do triplo homicídio ocorrido no dia 22 de janeiro de 2013 que vitimou a prima dele Gabriela Belota, 26; a tia Maria Gracilene Belota, 59; e o próprio pai, Roberval Roberto Brito, 63.

Além de Jimmy, também são réus do julgamento o suposto ex-namorado dele, Rodrigo de Moraes Alves, e Ruan Pablo Bruno Cláudio Magalhães, que já passaram pelo banco de réus.

Em instantes mais informações

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