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'Caso Belota': Jimmy volta atrás e nega ser o mandante dos assassinatos de pai, tia e prima

De acordo com o testemunho dado por Jimmy Roberto de Queiroz Brito, acusado de mandar matar os integrantes da sua família, a mandante do crime seria uma quarta pessoas: a esposa de seu avô, uma senhora identificada como Olga Matos 03/04/2013 às 19:19
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Rodrigo permanece de cabeça baixa dentro do Fórum, enquanto Jimmy e Bruno ouviam os relatos das testemunhas com as cabeças erguidas
acritica.com* Manaus, AM

Jimmy Roberto de Queiroz Brito, acusado de orquestrar as mortes de seu pai Roberval de Brito Roberto Belota, tia Maria Gracilene Roberto Belota e prima Gabriela Roberto Belota em 22 de janeiro deste ano, voltou atrás e disse não ser o mandante do crime que chocou o país e ficou conhecido como “Caso Belota”. Os crimes teriam sido motivados por uma herança avaliada em aproximadamente R$ 200 mil.

A reviravolta no caso aconteceu na manhã desta quarta-feira (2) durante a primeira audiência de instrução de julgamento no Fórum Henoch Reis, localizado na Avenida Jornalista Humberto Calderaro Filho, bairro São Francisco, Zona Centro-Sul de Manaus.


Rodrigo de Moraes Alves e Ruan Pablo Bruno Cláudio Magalhães acusados por terem participação nos assassinatos também serão ouvidos pela juíza Mirza Telma Oliveira na audiência que conta com a presença do promotor Lauro Tavares da Silva. A juíza leu os autos do processo com a presença dos  advogados de defesa e testemunhas, dando início aos procedimentos.

A defesa dos acusados declarou que a participação de uma quarta pessoa no crime será revelada durante a audiência. A suposta participante seria mulher de um parente de Jimmy identificada como ‘Olga’. Segundo os advogados, ‘Olga’ seria uma das mandantes junto com o publicitário e teria articulado todas os detalhes do crime.


A primeira testemunha a ser ouvida foi o investigador da Polícia Civil do Amazonas e o primeiro a chegar à cena do crime, Márcio Maricauá da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).

Após o depoimento do policial, as empregadas da casa do pai de Jimmy e da coordenadora da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), Gracilene Belota, foram ouvidas durante a audiência.

Durante a entrada dos acusados, as famílias de Rodrigo e Bruno estavam na ante-sala do local onde acontece a audiência e parentes de um deles gritavam chorando, palavras de afeto e carinho.

Rodrigo permanece de cabeça baixa dentro do Fórum, enquanto Jimmy e Bruno ouviam os relatos das testemunhas com as cabeças erguidas. Em seu depoimento, o publicitário declarou que foi usado pela esposa do avô, a senhora Olga Matos, e também a acusou como a principal mandante do crime.

Olga Matos, que teve o nome divulgado pela defesa dos acusados como sendo a quarta pessoa envolvida no crime ouviu as acusações feitas a ela e saiu abalada do local.  Ela não quis dar declarações à imprensa.



Entenda o caso

Maria Gracilene Roberto Belota (59) e Gabriela Roberto Belota (26) foram encontradas mortas no apartamento 13.204, do bloco 13 B, do condomínio Parque Solimões, localizado no bairro Raiz, na Zona Sul da cidade pela empregada da família. Enquanto a universitária estava enrolada em um lençol em cima da cama, com insulfilm  no rosto, o cadáver da mãe foi encontrado jogado no corredor do apartamento, com um ferimento na cabeça.

Na rua Rego Barros, localizado no bairro São Raimundo, na Zona Oeste de Manaus, o irmão de Maria Gracilene, e tio da universitária, Roberval Roberto de Brito, 60, foi encontrado jogado em cima da cama com um corte na nuca, e um travesseiro no rosto.

Veja galeria de imagens!

*Confira mais detalhes na edição impressa do Jornal A Crítica desta quinta-feira (4).

*Com informações da jornalista Joana Queiroz

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