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Caso Belota: Réus e testemunhas serão ouvidos em audiência nesta quarta-feira (03) em Manaus

Nesta que será a primeira audiência do caso que chocou Manaus, a juíza Mirza Telma deve ouvir os três réus confessos e mais sete testemunhas 02/04/2013 às 11:09
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Jimmy, Rodrigo e Pablo confessaram participação nos crimes e devem ser ouvidos na primeira audiência de instrução e julgamento
Joana Queiroz ---

Começa nesta quarta-feira (03) a primeira audiência de instrução e julgamento do “Caso Belota”, que será presidida pela juíza da 1ª Vara do Tribunal do Júri, Mirza Telma Oliveira, com a presença do promotor Lauro Tavares da Silva.  A previsão é ela que inicie por volta das 9h30, na sala de audiência da 1ª Vara do Tribunal do Júri.

Até esta segunda-feira (01), a informação era de que dez pessoas, sendo sete testemunhas e os três acusados, seriam ouvidas nessa primeira audiência. O processo trata do triplo homicídio que teve como vítimas Maria Gracilene Roberto Belota, a filha dela, Gabriela Roberto Belota, e o irmão, Roberval de Brito Roberto Belota.

A autoria do crime foi atribuída a Jimmy Robert de Queiroz (filho de Roberval), Ruan Pablo Bruno Cláudio Magalhães e Rodrigo de Moraes Alves e teve como motivação uma herança de R$ 200 mil e vingança. Jimmy, que aparece como o mentor do crime, odiava o pai por Roberval não aceitar que ele fosse homossexual. Os réus são os assassinos confessos do triplo homicídio que ocorreu na madrugada do dia 22 de janeiro.

Inicialmente serão ouvidas as três testemunhas de acusação que foram arroladas pelo Ministério Público, seguidas das testemunhas de defesa, duas de cada réu, que serão ouvidas por último. Até ontem ainda não havia previsão se todas elas vão comparecer, já que o endereço de uma delas não foi localizado; e nem o horário para terminar.

Segundo as investigações feitas pela Polícia Civil, Jimmy, é o mentor intelectual do crime. Ele confessou ter agido com interesse de se beneficiar com a herança deixada pelo pai, Roberval, e se condenado, corre o risco de ficar sem a herança a que teria direito.

Jimmy, Rodrigo e Ruan foram indiciados por triplo homicídio qualificado. Segundo as investigações, as mortes das quais são acusados foram praticadas por motivo torpe, com vistas à herança de R$ 200 mil; com a utilização de meios cruéis, por conta da execução por asfixia; e com a obstrução ou não permissão de defesa das vítimas, que foram pegas em emboscada, além do crime de maus-tratos a animais.

Tavares informou que a pena para quem pratica o crime de homicídio qualificado é de 12 a 30 anos de prisão para cada vítima, com o agravante das qualificadoras, além do crime contra o cachorro da raça Yorkshire, de Gabriela, que foi enforcado. Se somados, os crimes poderão ultrapassar 100 anos, caso sejam julgados e condenados.

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