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‘Caso Belota’: Rodrigo pode ter sido agredido após recaptura

A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado e Justiça e Direitos Humanos (Sejus) negou que Rodrigo Alvez tenha sido agredido dentro da prisão 14/07/2013 às 18:26
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Rodrigo Moraes sofreu um suposto estrangulamento dentro do Ipat no mês de maio deste ano
Bruna Souza Manaus, AM

Acusado de ter praticado o triplo homicídio contra a família Belota em janeiro deste ano, Rodrigo Moraes Alves, pode ter sido agredido dentro da sala de inclusão do Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat), por dois presos. Ele foi recapturado na última quarta-feira (10), depois de fugir do Ipat durante rebelião. A informação foi repassada por um agente penitenciário que preferiu não se identificar.

De acordo com agente, Rodrigo deveria ter ficado isolado dos demais presos, mas ficou na companhia de dois detentos, em uma cela normal. A determinação teria sido dada pela diretoria da unidade prisional. Conforme assegurou o agente, a agressão contra Rodrigo, só parou com a intervenção dos agentes.

“Eles ficaram os três na sala de inclusão logo depois que retornaram ao presídio e os dois aproveitaram para agredir o Rodrigo. A diretoria sabia que ele não podia ficar com ninguém, porque é ameaçado de morte por outros presos, mesmo assim foram colocados juntos e ele só escapou porque os agentes agiram rapidamente”, declarou.

A equipe de reportagem do acritica.com entrou em contato com o coronel PM Amadeu Soares, que afirmou não haver registro da agressão em qualquer delegacia da cidade. O militar reforçou ainda que em alguns casos, o detento prefere omitir a situação, por medo de represálias.

Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado e Justiça e Direitos Humanos (Sejus), a informação repassada pelo agente não procede e Rodrigo continua preso na unidade em uma área isolada dos demais. O detento havia fugido da prisão durante a rebelião da última terça-feira (9) que terminou com  a fuga de 176 presos, a maior registrada no Amazonas.

Segunda agressão

Em maio, o advogado de Rodrigo Alves, Mozarth Bessa, disse que seu cliente foi ferido no pescoço devido a uma tentativa de estrangulamento e que, após ser torturado, ele desmaiou. A assessoria da Sejus informou na ocasião, que o detento havia sofrido arranhões durante uma brincadeira com outros detentos.

 

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