Segunda-feira, 22 de Abril de 2019
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Manaus

Caso Dayana: Resultado de exame mental acusa sanidade

Exames de sanidade mental atestaram que Dayana Pires, que arrancou bebê da barriga de grávida com uma lâmina de barbear, é normal


24/04/2013 às 11:12

A presidiária Dayana Pires dos Santos, 22, acusada de ter cortado, com uma lâmina de barbear, a barriga de Odete Pego Ferreira, 22, que estava grávida de nove meses, para roubar o bebê dela, no dia 25 de setembro do ano passado, não tem nenhum problema mental. Foi o que atestou o exame de insanidade mental ao qual ela foi submetida no dia 2 deste mês no Hospital Psiquiátrico Eduardo Ribeiro, localizado na avenida Constantino Nery, bairro Chapada, Zona Centro-Sul.

Dayana foi examinada pelos médicos psiquiatras Francisco Assis de Souza Almeida e Célia Maria de Lima que, responderam as cinco questões sugeridas pelo magistrado. Na primeira, o juiz perguntou se a ré é portadora de doença mental ou desenvolvimento mental retardado. A resposta foi negativa, assim como para as demais questões. A conclusão dos peritos é que, ao tempo do crime, Dayana não era portadora de doença mental.

O juiz confirmou ter recebido o laudo do exame de Dayana e disse que vai abrir vistas para o Ministério Público. O juiz acredita que o julgamento de Dayana, que deve ser feito por júri popular, deverá acontecer ainda no segundo semestre deste ano.

A defesa da ré, o advogado Francisco Boary, disse que vai exaurir todos os recursos disponíveis em defesa de sua cliente. Caso ela seja condenada, ele prometeu recorrer da sentença em sentido restrito. ”Vou esgotar os recursos que a Justiça permite para a defesa de Dayana”, disse Boary. O exame de insanidade mental foi requerido por Boary alegando que ninguém faz o que Dayana fez  em estado mental normal.

Em interrogatório realizado em novembro, Dayana declarou que foi orientada por “vozes do além” para matar Odete e roubar o filho que ainda estava na barriga da vítima. Na ocasião, a acusada chegou a chorar várias vezes, disse que estava muito arrependida do fez e pediu perdão à vítima. Odete, que acompanhava o depoimento sentado no plenário ao lado do marido, respondeu: “Prefiro morrer a perdoá-la”.

Dayana também se negou a falar sobre o fato, alegando que não se lembra de nada. “Eu só lembro que, quando a Odete estava na minha casa e eu fui para o banheiro tomar banho, comecei ouvir vozes do além que mandavam eu fazer coisas para eu conseguir o que eu queria”, disse a ré.

Dayana contou que foi abandonada pela mãe quando criança e esteve grávida uma vez, mas sofreu um aborto depois de cair no quintal. E que ainda não desistiu do sonho de ser mãe.

Crime foi planejado e dissimulado

Dayana Pires foi denunciada pelos crimes de tentativa de homicídio qualificado e subtração de incapaz. Ela foi presa em flagrante após atrair a dona de casa Odete Pego Ferreira, 22, grávida de nove meses, até uma estância no Parque Jardim Mauá, Zona Leste, e, com uma lâmina de barbear, ter cortado a barriga dela, retirando o bebê em um parto “forçado”. 

O promotor Rogério Marques, autor da denúncia, disse que o crime foi precedida de dissimulação, uma vez que a acusada demonstrou falsa amizade para com a vítima, convidando-a a ir até sua casa para doar coisas para o enxoval do bebê.

No depoimento que prestou na delegacia, Dayana disse que pretendia sepultar a vítima no quintal para que ela jamais fosse encontrada.

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