Domingo, 21 de Julho de 2019
Manaus

‘Caso Fred’: Réus responderão juntos pelo crime em Júri Popular no dia 18 de outubro

Os acusados seriam julgados separadamente, mas o desembargador, Djalma Martins, disse que reexaminou a decisão e concluiu que cometeu um “equívoco de interpretação”



1.png Os soldados Claudiney Feitosa (sentado), Olavo Paixão (em pé, à esq.) e Ronaldo Melo e Silva (de óculos) estão entre os réus
04/07/2013 às 09:00

O desembargador Djalma Martins da Costa revogou a liminar que desmembrou o processo do homicídio do técnico agrícola Fred Fernandes, que ficou conhecido como “Caso Fred”, para que os réus fossem julgados separadamente. Em sua decisão monocrática, o desembargador disse que reexaminou a decisão que proferiu e a totalidade do processo e concluiu que cometeu um “equívoco de interpretação”. A revogação da liminar aconteceu seis dias depois do julgamento que seria realizado no dia 20 do mês passado ter sido suspenso por conta da decisão.

Nesta quarta-feira (03), o juiz da 2ª Vara do Tribunal do Júri, Anésio Pinheiro, informou que já tomou conhecimento da revogação da liminar, que já incluiu o processo na pauta do segundo semestre e que os cinco réus serão  julgados  no dia 18 de outubro deste ano. Ele também disse que vai tomar medidas para garantir a segurança dos jurados que vão atuar no julgamento. É a terceira vez que o processo do caso Fred entra na pauta para ser julgado.

Segundo a liminar concedida pelo desembargador Djalma Martins, os réus do caso, os policiais militares Ronaldo da Silva, Olavo Paixão e Claudiney da Silva Feitosa deveriam ter sido julgados no dia 20 do mês passado e o casal  Waldemarino Damasceno e Terezinha de Jesus Rocha, posteriormente. A decisão levou o juiz Anésio Pinheiro a não realizar o julgamento por conta do promotor que atua no caso, Ednaldo Aquino, ter se julgado suspeito por discordar da decisão de Djalma Martins.

Nesta quarta-feira o promotor disse que vai voltar atuar no processo. “Eu só espero que não haja mais nenhum incidente e que o julgamento dos cinco réus aconteça conjuntamente e a justiça seja aplicada”, disse Ednaldo. O promotor disse que é indispensável que réus de um mesmo crime sejam julgados simultaneamente para que os jurados possam apreciar os mesmos questionamentos em um único momento.

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