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‘Caso Marcelaine’: Denise Almeida, vítima da tentativa de homicídio, quer justiça

Ao comparecer ao Tribunal do Júri para acareação entre envolvidos no crime, Denise disse que não tem dúvidas da culpa de Marcelaine Schumann 16/03/2015 às 16:50
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Denise Almeida, vítima de tentativa de homicídio no “caso Marcelaine”
VINICIUS LEAL E JOANA QUEIROZ Manaus

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O alvo de uma tentativa de homicídio ocorrida ano passado em Manaus, Denise Almeida da Silva não tem dúvidas de quem seja o mandante do crime. Como em poucas vezes, ela conversou com a imprensa, que esperava do lado de fora do 3º Tribunal do Júri, em Manaus, e reforçou a denúncia feita pela polícia de que o crime foi arquitetado por Marcelaine dos Santos Schumann, 36, “rival” dela em um triângulo amoroso.

O relato de Denise, de 34 anos, foi dado enquanto ela deixava a sala da audiência onde ocorria a acareação entre os envolvidos no 3º Tribunal do Júri, iniciado às 9h30 desta segunda-feira (16). Denise disse que não tem dúvidas da culpa de Marcelaine e afirmou que quer a condenação da “inimiga”. Também na acareação estava o empresário Marcos Souto, pivô do crime e “disputado” pelas duas mulheres, amantes dele, e o marido de Denise, o empresário Erivelton Barreto.

Além dos três principais personagens, também foram convocados a participar da acareação os outros réus: o “negociador” Charles “Mac Donald” Lopes Castelo Branco, 27; o “pistoleiro” Rafael Leal dos Santos, 25, o “Salsicha”, que teria atirado em Denise; Karen Arevalo Marques, 22, quem conseguiu a arma de fogo; e o vigilante Edney Costa Gomes. Cada um deles estava acompanhado dos seus advogados de defesa.

Também foram intimados pela Justiça a participar da acareação o representante dos Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-AM), Epitácio Almeida, e os delegados responsáveis por investigar o caso: Geórgia Cavalcanti e Paulo Martins. Segundo a defesa dos réus, durante inquérito os policiais usaram de tortura para que os réus confessassem participação no crime.

Nessa fase, a acareação serve como técnica jurídica para colocar frente a frente todos os envolvidos no caso, vítimas e acusados, confrontando as versões divergentes dadas por todos. O juiz Mauro Antony é o responsável por essa fase do julgamento e o promotor de Justiça Rogério Marques é quem acusa e representa o Ministério Público do Estado. Saiba mais detalhes do “caso Marcelaine”.

Divergência

A acareação foi decidida pela Justiça como técnica para continuar o julgamento porque na última audiência do caso, ocorrida no dia 6 de março, todos os réus e outros envolvidos mudaram versões dadas anteriormente por eles à Polícia Civil, entre eles Marcos Souto, que acabou preso por falso testemunho - mas depois foi liberado. Marcelaine continuou a dar a mesma versão, de que era inocente.

Baleada na academia

O crime aconteceu no dia 12 de novembro de 2014. A vítima, Denise Almeida, foi alvejada com dois tiros dentro do carro dela, quando a mesma saía do estacionamento da academia Cheik Clube, no Centro de Manaus. Denise foi surpreendida por um homem que bateu no vidro do carro e efetuou três disparos. Denise foi hospitalizada e sobreviveu. Segundo a polícia, o objetivo era matar ou deixar a vítima aleijada.

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