Sexta-feira, 19 de Abril de 2019
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JULGAMENTO

Caso 'Oscar Cardoso': três réus dizem ter sofrido tortura por policiais e delegado

A afirmação foi feita pelos réus Marcos Roberto Miranda da Silva, o “Marcos Pará”, Messias Maia Sodré e Mário Jorge Nobre de Albuquerque, o “Mário Tabatinga”


26/08/2017 às 00:26

Durante depoimento na noite desta sexta-feira (25) do caso “Oscar Cardoso”, os réus Marcos Roberto Miranda da Silva, o “Marcos Pará”, Messias Maia Sodré e Mário Jorge Nobre de Albuquerque, o “Mário Tabatinga”, afirmaram que foram torturados por policiais e ameaçados pelo delegado Paulo Martins, na época titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) que investigava a morte do delegado Oscar Cardoso, executado com 18 tiros em março de 2014.

De acordo com Marcos Pará, ele foi sequestrado e torturado psicologicamente e fisicamente por policiais que afirmavam que “iam abrir seu bucho” e jogá-lo no rio.

Ainda segundo ele, ele foi muito agredido e os policiais diziam que sabiam de seu envolvimento na morte do delegado Oscar Cardoso. “Se sabiam, por que me torturaram tanto?”, indagou.

Conforme ele, quando foi ao encontro de Paulo Martins ele propôs que, caso ele entregasse o “esquema”, preservaria sua família e que seus amigos não seriam presos.  “Se eu não contasse nada, ele disse que eu seria mais torturado”, contou o réu.

Já Messias Maia Sodré disse em depoimento que não sabia onde estava no dia do crime, negou conhecer a vítima e o delegado Paulo Martins, mas assegurou que este o torturou bastante acompanhado de policiais.

Ele também afirmou que conhecia apenas “João Branco” – João Pinto Carioca, outro réu do caso – e Marcos Pará do regime semiaberto do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), mas que não mantinha uma relação próxima.

Dos réus, ele disse ter apenas proximidade com Diego Bruno de Souza Moldes que era seu cunhado em 2014. Segundo ele, na época que foi preso, morava com a esposa no bairro Distrito Industrial e nunca fez parte de nenhuma facção criminosa.

O depoimento de Diego Bruno de Souza Moldes durou cerca de 5 minutos e ele negou sua participação no crime e disse que conhecia apenas Messias Maia de todos os nomes envolvidos no caso.

Último réu da noite, Mário Jorge Nobre de Albuquerque, o “Mário Tabatinga”, negou ter qualquer envolvimento com o crime e afirmou ter sido torturado pelo delegado Paulo Martins. “Até hoje tomo remédio controlado por conta disso. Ele fez uma lavagem cerebral em mim”, declarou.

Para ele, o fato de estar sendo acusado é devido a uma grande inimizade política e que por isso a polícia o persegue. Ele contou que conhecia o delegado Oscar, mas que soube de sua morte pelas emissoras de TVs locais.   

O julgamento terá continuidade na manhã deste sábado (26), às 8h, com cinco horas de debate, sendo duas horas e meia para cada lado (acusação e defesa). Havendo tréplica, mais uma hora e meia para cada lado. A previsão é que o julgamento termine pela parte da noite do sábado.

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