Quinta-feira, 25 de Abril de 2019
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SOTERO

Delegado preso por matar advogado em casa de show em Manaus vai a júri popular

Justiça também decidiu manter a prisão preventiva do delegado Gustavo Sotero pela morte do advogado Wilson Justo Filho


18/12/2018 às 14:22

O delegado da Gustavo de Castro Sotero, da Polícia Civil, vai ser julgado em júri popular por um conselho de sentença da 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus acusado da morte do advogado Wilson de Lima Justo Filho. A decisão é desta terça (18) do juiz Celso Souza de Paula, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, após solicitação do Ministério Público do Estado (MP-AM). Na mesma decisão, o juiz manteve a prisão preventiva de Sotero.

O crime aconteceu dia 25 de novembro de 2017, no interior de uma casa de show localizada no bairro São Jorge, zona Oeste da capital. Durante uma discussão, além de matar o advogado, Sotero feriu outras três pessoas, com tiros de pistola calibre 40: Fabíola Rodrigues Pinto de Oliveira (esposa de Wilson) e os amigos Maurício Carvalho Rocha e Iuri José Paiva Dácio de Souza.

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Na denúncia, o Ministério Público pede a condenação de Gustavo Sotero pelo concurso formal de crimes (art. 70, in fine, do CPB), e por aberratio ictus (ocorre quando é atingida a pessoa que o agente pretendia ofender e, além disso, um terceiro, por erro na execução ou por acidente); com multiplicidade de resultados (art. 73, in fine, do CPB), como incurso nas penas dos crimes do art. 121, §2º, incisos II (fútil), III (perigo comum) e IV (recurso que dificultou a defesa do ofendido), em relação à vítima Wilson de Lima Justo Filho; e art. 121, incisos II (fútil), III (perigo comum) e IV (recurso que dificultou a defesa do ofendido), c/c art. 14, II, (por três vezes), em relação às vítimas Fabiola Rodrigues Pinto de Oliveira, Maurício Carvalho Rocha e Iuri José Paiva Dácio de Souza.

Após as audiências de instrução e julgamento, o magistrado responsável pelo processo abriu vistas ao Ministério Público do Estado do Amazonas e à defesa do acusado para as alegações finais, o mesmo sendo feito para o advogado assistente de acusação. Após receber as alegações finais, o juiz Celso Souza de Paula pronunciou o réu, que agora vai ser julgado pelo Conselho de Sentença da 1ª Vara do Tribunal do Júri. O magistrado disse que sua intenção é realizar o julgamento no primeiro semestre de 2019.

*Com informações da assessoria de imprensa

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