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‘Caso Suhab’: consultor vê perseguição

José Antonio de Carvalho contesta uso de “fórmula mágica” para receber R$ 4,5 milhões da Suhab 02/11/2013 às 09:22
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José Carvalho afirma que promotora tem implicância com ele
JOELMA MUNIZ Manaus, AM

O consultor José Antônio de Carvalho negou nessa sexta-feira (1) que os cálculos usados no processo nº 01295009334-8 impetrado na Justiça no ano de 1995, contra a Superintendência de Habitação do Amazonas (Suhab) tenha tido qualquer base em “fórmula-mágica”, como sugere o Ministério Público Estadual (MPE), em Ação de improbidade administrativa.

Segundo o consultor que esteve ontem na redação de A CRÍTICA, o caso não passa de uma “implicância” infundada “vinda da promotora Isabel Cristina Chrisostomo”, que já participou da apreciação do processo, mas que atualmente não aparece nos autos, assinados pelo promotor Edílson Queiroz Martins.

“No princípio ela foi a responsável pelo caso, naquele momento fui ter com ela uma conversa franca, para explicar as bases de cálculos usados por mim e por minha defesa no processo. Na ocasião, fui recebido com antipatia gratuita pela mesma, em seu gabinete, e ao explicar os motivos do processo ter durabilidade excessiva, os juros, a substituição processual, a mesma discordou com argumentos próprios, sequer dando ouvidos as minhas explicações, e dizendo que, se dependesse dela, eu nada receberia e que o juízo havia cometido erro ao homologar acordo anterior”, sustentou o consultor.

“O juízo me reconhece como parte, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), incentivou o acordo para por fim a litígio. Ela por motivos desconhecidos está usado o MPE e seus colegas para acusar todo esse imbróglio”, emendou.

Para explicar o valor cobrado a Suhab, José Cravalho, disse que foram utilizados os percentuais de juros de 1% ao mês e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (Inpc), vigente na época.

“Apresentei uma planilha e ela não foi contestada, durante as audiências estiveram presentes representantes do próprio MPE, Governo e Suhab e eles não falaram nada. Não seria eu que obrigaria os mesmos a falar”, ressaltou.

A reportagem tentou contato com a procuradora citada por José Carvalho, por meio da assessoria de imprensa do MPE, mas até o fechamento da matéria não obteve resposta.


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