Sexta-feira, 19 de Abril de 2019
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Casos confirmados de sarampo em Manaus aumentam 283,3% em uma semana

Número de pessoas infectadas passou de 30 para 115. O acumulado de notificações já alcança 775, entre suspeitos, descartados e confirmados


30/05/2018 às 07:29

Em uma semana, mais 85 casos de sarampo foram confirmados em Manaus, aumentando de 30 para 115 o número de pessoas comprovadamente contaminadas pelo vírus no Amazonas, um salto de 283,3%. O acumulado de notificações, desde o início do ano, quando começaram a aparecer os primeiros casos, já alcança 775, entre suspeitos, descartados e confirmados. 

Os dados foram anunciados nessa terça-feira (29) pelo secretário municipal de Saúde (Semsa), Marcelo Magaldi, durante a divulgação do 12º Informe Epidemiológico, no Complexo Oeste de Saúde, Conjunto Santos Dumont, bairro da Paz, Zona Oeste da capital. O informe é feito semanalmente.

As áreas da capital amazonense com maior concentração de casos notificados da doença, entre suspeitos e confirmados, são as zonas Norte (284) e Leste (207). Já entre os casos confirmados a maior incidência é em crianças de um a cinco anos (28) e de seis a 11 meses (27).

18 anos

Até o fim de 2017, Manaus havia completado 18 anos que não registrava nenhum caso de sarampo. Nos último cinco meses, 115 casos foram comprovados.

Motivo e estratégias

“Nossa principal estratégia para conter o avanço da doença em Manaus é convencer a população a se vacinar. Como medidas emergenciais, vamos intensificar a vacinação nas zonas Norte e Leste, principalmente nas escolas e continuar fazendo toda a varredura, de porta em porta, nas áreas que apresentem suspeitas”, disse o secretário.

Marcelo Magaldi atribuiu o aumento dos casos à questão dos insumos do laboratório da Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz), que estaria com um número muito grande de casos para analisar e, por isso, estaria faltando material para fazer os exames das amostras colhidas em Manaus. Assim, as análises atrasadas e seus resultados estão sendo feitos e apresentados de uma vez só.

A novidade anunciada pelo secretário é de que o  MS publicou uma portaria autorizando o Laboratório Central do Amazonas (Lacen/AM) a fazer a confirmação ou descarte de casos apenas com a sorologia realizada pelo Lacen/AM, exclusivamente para residentes em Manaus, durante a vigência de surto de sarampo na cidade. A medida acelera o resultado da análise do material coletado em pessoas que estão com suspeita de sarampo.

Embora não haja dados concretos, no campo das suspeitas, as autoridades atribuem o surto de sarampo ao grande fluxo migratório, principalmente de venezuelanos, que nos últimos meses atravessaram a fronteira em grande número, fugindo da crise no país de origem (que também vive um surto da doença). Tanto que o estado de Roraima, que fica na fronteira com a Venezuela, também registra alto índice de contaminação pelo vírus do sarampo. Por sinal, Amazonas e Roraima, lideram o número de casos no Brasil.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), mais de 39 mil crianças ainda não foram vacinadas em Manaus. “Isso nos preocupa, porque temos vacina suficiente e mais de cento e oitenta salas do Município e do Estado atendendo à população e todas as nossas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Pais ou responsáveis, levem essas crianças porque elas fazem parte do grupo de maior vulnerabilidade”, apelou o secretário.

Transmissão antes mesmo de sintoma aparecer

A enfermeira Marinélia Ferreira, diretora do Departamento de Vigilância Ambiental e Epidemiológico da Semsa, alertou que os sintomas que são: febre alta, tosse, pode apresentar também conjuntivite, coriza e manchas vermelhas.

“Só que, seis dias antes de aparecerem as manchas vermelhas, a pessoa já está transmitindo a doença. A transmissão é por via aérea, através da tosse e do espirro e incubação é de até vinte e um dias. Diante dos sintomas, o recomendável é fazer uma avaliação médica e depois ficar em casa, em regime de isolamento”, orientou a diretora.

Ela não tem dúvidas de que o grande fluxo migratório de venezuelanos foi o fator de maior responsabilidade pela proliferação do vírus em Manaus. “O que se comprova é que é o mesmo vírus que está circulando na Venezuela e em Roraima. Provavelmente foram pessoas que vieram de lá ou brasileiros que foram lá e voltaram contaminados”, declarou.  Não há nenhum caso de morte no Amazonas por sarampo.

A doença no mundo

O sarampo afeta anualmente cerca de 20 milhões de pessoas no mundo, a maioria das quais na  África e na Ásia. É a doença que mais mortes causa entre as doenças evitáveis por vacina. Em 2013 causou a morte a 96.000 pessoas, uma diminuição em relação às 545.000 em 1990.

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