Sexta-feira, 19 de Julho de 2019
Manaus

Casos de agressão a jornalistas aumentam na Amazônia

Relatório da Fenaj mostra que, em 2011, violência contra profissionais da imprensa, na Região Norte, saltou de quatro para 18 casos



1.gif Funeral do radialista Valderlei Canuto, assassinado a tiros na noite de 1º de setembro de 2011 em Tabatinga, Amazonas
26/11/2012 às 07:21

Aumentaram os casos de violência contra jornalistas e profissionais da Comunicação na Região Norte. É o que revela o relatório “Violência e Liberdade de Imprensa no Brasil – 2011”, produzido pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj). Divulgado no Congresso Nacional da categoria, realizado no início deste mês, em Rio Branco, o levantamento mostra que passaram de quatro para 14 os atos violentos praticados contra profissionais da mídia no exercício da profissão, na região Amazônica, com destaque para o Estado do Pará, o campeão no ranking nacional com nove casos de violência contra jornalistas.

A Região Sudeste está empatada com o Norte. A situação no Nordeste é ainda mais grave, com 18 registros em 2011. No Centro-Oeste ocorreram nove e no Sul, tiveram cinco casos. Ao todo, foram praticados 60 atos de violência contra jornalistas em todo o Brasil.

De acordo com o relatório da Fenaj, no ano passado, o Estado do Amazonas registrou somente um caso de violência contra jornalista. Foi no mês de setembro quando o radialista e apresentador do programa “Sinal Verde”, da Rádio Fronteira, Vanderlei Canuto, foi assassinado a uma quadra de sua casa por pessoas não identificadas que estavam em uma moto.

O radialista era conhecido por suas críticas às autoridades locais e, supostamente, havia sido ameaçado de morte pelo prefeito de Tabatinga. O Committee to Protect Journalists cobrou providências das autoridades brasileiras para a investigação do crime. Também houve mortes na Bahia (Laércio de Souza), no Mato Grosso (Auro Ida), Mato Grosso do Sul (Paulo Rocardo), Pernambuco (Luciano Leitão Pedrosa) e no Rio de Janeiro (Gelson Domingos).

Agressão física

No ano passado, em todo o País, as agressões físicas e verbais continuaram a ser a principal forma de intimidação de jornalistas, com 40% do total de ocorrências. “Os números revelam a dificuldade que ainda existe das autoridades e da própria sociedade em conviver com a liberdade de informação, a crítica e o debate democrático”, diz a presidente do Sindicato dos Jornalistas do Estado do Pará e diretora da Fenaj, Sheila Faro.

(A íntegra deste conteúdo está disponível para assinantes digitais ou na versão impressa).

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