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Manaus
FÉ e saudade

Católicos oram e relembram entes na tradicional Missa dos Finados em Manaus

Missa dos Fiéis Defuntos reuniu pessoas que foram ao cemitério municipal São João Batista no final da tarde deste Dia de Finados 02/11/2018 às 18:58
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Foto: Antônio Lima
Paulo André Nunes Manaus (AM)

No Dia de Finados, muitas pessoas aproveitaram para orar por seus entes queridos em missas como a campal, realizada em frente ao cemitério municipal São João Batista, na Zona Centro-Sul de Manaus.

O arcebispo metropolitano de Manaus, dom Sérgio Castriani, 64, ministrou no palco montado na rua, a partir das 18h, a tradicional Missa de Comemoração dos Fiéis Defuntos, em alusão ao Dia dos Finados.

"Essa missa representa a fé na ressurreição dos mortos, que Jesus ressucitou, que não somos a primeira geração e que as coisas não começaram conosco, mas sim, com nossos antepassados que nos precederam. A celebração também é a ação de graças pela vida que Deus nos deu. Que a vida é um bem precioso e que a vida eterna mais preciosa ainda. Um dia todos vamos morrer e nos encontraremos no céu", comentou o bispo.

A morte, de acordo com o líder religioso, "nos iguala; somos iguais perante a morte".

Ao ser questionado em face do conturbado momento político atual no País – que provocou e segue provocando sérias divergências entre direita e esquerda – dom Sérgio Castriani disse que "a divisão existente entre nós são coisas irracionais, besteiras sem motivo", e que "pensar na morte é muito bom para lembrar aos poderosos que o poder é uma coisa passageira".

Visita a entes

A missa antecedeu a visita que muitas pessoas fazem a seus entes queridos no cemitério São João Batista, caso da costureira Maria Liege Ferreira Gomes, 71, que esteve no local junto com a afilhada Simone Pereira Leal, 34.

"Essa missa representa muita coisa para mim e já venho contando com ela. Já compareço há vários anos. Oro de coração, adoro rezar. Só depois que vou ao cemitério fazer a minha homenagem e visitar meus parentes e conhecidos", disse a costureira, moradora da Praça 14 de Janeiro, Zona Sul.

"Eu vim aqui para rever os meus parentes e orar pelas almas", comentou Simone Leal.


Missa reuniu católicos no final da tarde desta sexta-feira (2). Foto: Antônio Lima

Morador do bairro Parque Dez de Novembro, Zona Centro-Sul, o inspetor de segurança Francisco Verçosa, 48, falou que a missa de finados é "importante para lembrar dos entes queridos, um momento para consagrar, para lembrar uma data marcante no coração de todos nós".

De acordo com Verçosa, que estava na missa junto com a esposa, a celebração também "conforta e nos deixa com a alma limpa e aliviada ao lembrar das pessoas que vão ficar eternamente nas nossas lembranças e no coração de cada um de nós"

A cor litúrgica utilizada na celebração é o roxo, que predomina nas vestimentas dos religiosos e organizadores presentes.

Missas

No Cemitério São João Batista, no período da manhã, as missas também aconteceram às 7h, 8h, 9h e 10h, em frente à capela. À tarde, às 18h, a missa campal em frente ao cemitério;

No Santa Helena, no turno da manhã as missas ocorreram a cada hora, a partir das 7h. Já pelo período da tarde foram celebradas às 12h, 15h, 16h e 18h.

Na Zona Oeste, no Cemitério Parque Tarumã, as celebrações aconteceram às 8h, 10h, 11h30, 14h e 16h.

Pela Zona Sul, no Cemitério Santo Alberto, as missas aconteceram às 8h, 10h, 14h e 16h. Já no Cemitério São Francisco, às 7h, 9h, 11h, 16h e 18h. Na Zona Norte, no Cemitério N. Sra. da Piedade, no bairro Santa Etelvina, houve missa apenas às 8h.

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