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Manaus
24 horas depois

Causador de acidente que matou grávida foi liberado por juíza 24 horas após o crime

A colisão entre motos ocorreu há uma semana. Helio Veras Castro, 21, confessou uso de álcool e drogas, foi autuado em flagrante e levado à cadeia, mas recebeu alvará de soltura de juíza plantonista 03/08/2016 às 18:20 - Atualizado em 03/08/2016 às 20:43
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Helio foi levado à cadeia pública de Manaus, mas ficou lá por cerca de 24 horas (Reprodução)
Vinicius Leal Manaus (AM)

Helio Veras Castro, 21, o causador do acidente que matou a técnica de enfermagem Katilane Morais Vieira, 22 – que estava grávida e perdeu o bebê – foi liberado da prisão 24 horas após o crime. Ele recebeu alvará de soltura da juíza Andrea Jane Silva de Medeiros, que estava no Plantão Judiciário. Não houve liberação por pagamento de fiança.

“Não teve fiança”, explicou a delegada Alynne Lima, titular do 16º Distrito Integrado de Polícia (DIP). Segundo ela, no mesmo dia do acidente – uma colisão entre motos –, quinta-feira passada (28), Helio foi interrogado. “Ele confessou que causou o acidente e confessou o uso de drogas e álcool”. Até ali, a vítima, Katilane, estava internada em estado grave. Mas hoje ela faleceu.

Naquele mesmo dia, quinta, Helio foi indiciado em flagrante por lesão corporal gravíssima e assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por posse de drogas, já que foi encontrada cocaína e maconha com ele. Segundo a Polícia Militar, tanto Helio quanto o acompanhante dele na moto, Alex da Silva Cruz, estavam visivelmente embriagados e sob efeito de drogas.

Sob flagrante, Helio foi levado à cadeia, mas ficou lá por cerca de 24 horas. Advogados entraram com pedido de habeas corpus e conseguiram um alvará de soltura com a juíza Andrea Jane. No dia seguinte, Helio já estava nas ruas para responder em liberdade. O processo do caso estava na 11ª Vara Criminal, mas foi distribuído à Vara de Crimes de Trânsito. A reportagem tentou falar com a juíza Andrea, mas não obteve sucesso.

Homicídio doloso

Com o óbito de Katilane, agora a delegada Alynne Lima vai pedir o indiciamento do jovem Helio Veras por homicídio doloso, quando há a intenção de matar. “Como a vítima foi a óbito, agora Helio será indiciado por homicídio doloso, porque assumiu o risco de produzir o resultado morte”, explicou a delegada. Com o novo indiciamento, Helio pode até receber prisão preventiva da Justiça e ficar mais tempo na cadeia.

Embriaguez

Helio consumiu álcool antes do acidente. Um teste de alcoolemia confirmou 0,25 miligramas de álcool no sangue dele, dentro do permitido, que é até 0,33 miligramas, segundo a Polícia Civil. Por estar alcoolizado abaixo do limite, ele não foi indiciado por embriaguez ao volante. Ele também passou por exame toxicológico para verificar uso de droga, cujo resultado sairá em 30 dias.

Hospitalizada

Katilane ficou por sete dias internada, em estado grave, no Hospital e Pronto Socorro João Lúcio. Ela morreu hoje de manhã. “(Ela) apresentou piora no quadro, teve parada cardíaca, foi reanimada, mas não resistiu”, informou a Secretaria Estadual de Saúde (Susam). Com o impacto da batida, Katilane teve traumatismo craniano e fratura no fêmur. Ela passou por cirurgia e permaneceu na UTI.

O acidente

No dia do acidente, a técnica de enfermagem Katilane acordou cedo, como de costume, porque abria a clínica onde trabalhava. Ela seguia no sentido Centro/bairro da avenida Maceió, na Zona Centro-Sul de Manaus, quando outra moto que ia pelo sentido contrário ultrapassou o meio-feio, entrou na contramão e atingiu Katilane “em cheio”. Na outra motocicleta, vinham Helio e Alex.

Velório

A data e o horário do velório ainda não foram confirmados pela família. Entretanto, segundo Larissa Correa, amiga da vítima, a cerimônia deve ocorrer na sede do São Raimundo Esporte Clube, na rua Rio Branco, nº 55, bairro São Raimundo, Zona Oeste. “A mãe dele não deu horário porque está resolvendo algumas coisas, mas disse que vai ser hoje para amanhã”, disse Larissa.

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