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Cemitério N. S. Aparecida, no bairro Tarumã, estará lotado em seis meses, avalia sindicato

Presidente do Sindicato das Empresas Funerárias do Amazonas, Manoel Viana, ficou preocupado após saber que a Semulsp abriu a última nova quadra no cemitério 15/05/2015 às 09:53
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De acordo com a administração do Cemitério Nossa Senhora Aparecida, que foi criado em 1976, a última quadra tem capacidade para abrigar oito mil sepulturas e que há planos da Semulsp de criar um novo cemitério público urbano
ISABELLE VALOIS ---

Manaus pode ficar sem sepultura em até seis meses caso a Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp) deixe de buscar alternativas para a criação de um novo cemitério municipal urbano. A avaliação é do presidente do Sindicato das Empresas Funerárias do Amazonas, Manoel Viana, que ficou preocupado após saber que a secretaria tinha aberto a última nova quadra no cemitério municipal Nossa Senhora Aparecida, Zona Oeste, que fica nos fundos do cemitério Parque Tarumã.

Segundo o presidente, a secretaria deveria buscar alternativas para melhorar o sistema funerário, como planejar a construção de outros cemitérios municipais urbanos e evitar que ocorra um ‘apagão de sepulturas’ previsto ao final de 2015.

O administrador do cemitério, Sonirto Castro Cante, informou que a nova quadra aguenta ao todo 8 mil sepultamentos. O administrador explicou que por dia o cemitério realiza 14 enterros de pessoas que não possuem sepultura e por semana este número varia entre os 90 e 100 sepultamentos.

Sobre a situação do cemitério, o presidente do sindicato das empresas funerárias, Manoel Viana, revelou que a administração tem orientado aos coveiros a recavar mais de cinco vezes as mesmas sepulturas em período inferior a quatro anos.

“A adminstração precisa solicitar a presença das famílias para regularizar a sepultura dos seus famíliares no período de quatro anos. Caso ninguém compareça, então a responsabilidade da sepultura retorna para a administração pública, mas a lei não é cumprida por lá”, disse.

A Semulsp sempre informa que toda ossada retirada das sepulturas são encaminhas para ossário do cemitério municipal. Manoel contou que chegou a solicitar da adminstração do cemitério para conhecer a área reservada ao ossário, mas não obteve um retorno. “Nem sabemos se realmente este ossário existe, pois não conheço uma pessoa que o tenha visitado”, explicou.

O presidente do sindicato contou que os demais cemitérios estão sem espaços para expandir ou abrir novas sepulturas. “Não há mais condições de enterro nos nossos cemitérios urbanos, por isso que todos os enterros são encaminhados para o Aparecida, que está prestes a ser estrangulado por falta de espaço”, revelou.

Manoel contou que o sindicato chegou a procurar a Semulsp para alertar a situação, mas não teve retorno.

Uso incorreto da quadra das crianças

O presidente do Sindicato das Empresas Funerárias do Amazonas, Manoel Viana, descobriu que a administração do cemitério Nossa Senhora de Aparecida está transformando as duas quadras que eram destinadas ao sepultamento de crianças, para sepultamento de adultos.

“Eles estão retirando as ossadas dos bebês e crianças sem a permissão dos responsáveis, pois muitos familiares ainda visitam as sepulturas. Novamente a lei é descumprida e o pior que ninguém sabe como deve ficar os próximos enterros de crianças”, disse.

O administrador do cemitério Nossa Senhora Aparecida, Sonirto Castro, preferiu não se posicionar sobre o assunto e disse que a responsabilidade era da própria Semusp, que até o fechamento desta edição não havia se pronunciado.

Aparecida

O cemitério Nossa Senhora Aparecida, na rodovia AM-450, Zona Oeste, foi fundado em 1976 e possui 64 quadras que ocupam um total de 101,933 hectares de área. É o único apto para realização de novos sepultamentos.

Projetos

Em março de 2012, a Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semuslp) informou que um crematório e um novo cemitério público, anunciado pela Prefeitura de Manaus em 2010, estavam em fase de levantamento e busca por um terreno. DificuldadeOutubro de 2012, a Semulsp disse que tinha dificuldades de encontrar em Manaus um terreno adequado a todas as regras de licenciamento ambiental.

Ambiente

O terreno que deve ser utilizado para o cemitério deve ficar distante de mananciais hídricos e ser o mais plano possível. Como estava próximo do término administrativo, a secretaria deixou a situação para ser resolvida na nova gestão.

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