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Manaus
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Cemitério São João Batista continua como alvo constante de ladrões

Fechaduras, grades, placas de bronze para identificação dos jazigos de família, entre outros objetos são violados, depredados e saqueados 03/06/2017 às 05:00
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(Foto: Márcio Silva)
Álik Menezes Manaus

O cemitério São João Batista, localizado na Avenida Boulevard Álvaro Maia, no bairro Nossa Senhora das Graças, Zona Centro-Sul, voltou a ser alvo de ações criminosas. Os túmulos estão sendo violados, depredados e saqueados.

Segundo denúncias de parentes de pessoas sepultadas no São João Batista, os criminosos têm livre acesso às dependências a qualquer hora do dia, mas os furtos acontecem, principalmente, à noite. Contudo,  os funcionários do cemitério ressaltam  nunca terem visto nenhuma situação.

O aposentado Rubens Lucena, 73, contou que, na segunda-feira, a sepultura do filho dele foi alvo de mais uma ação dos marginais. Eles quebraram a fechadura e roubaram vasos de planta, flores e uma placa de bronze com o nome do jazigo da família. O aposentado acredita que eles voltariam para roubar o portão de alumínio, que custou aproximadamente R$ 500. “Uma amiga minha, que trabalha aqui no cemitério limpando sepulturas, me ligou e avisou que o portão havia sido arrombado. Vim aqui e constatei, além de um crime é uma falta de respeito e acontece dentro desse cemitério que está abandonado, a administração não faz nada”.

Conforme o aposentado, essa é a segunda vez que o túmulo da família é alvo dos marginais. Em novembro do ano passado, eles furtaram o portão. “Eles iam levar esse portão como levaram no ano passado. Eu gastei quase R$ 500 nesse portão, eles roubam e vão vender por quase nada, só para ter dinheiro para usar drogas. É revoltante saber que nem depois de morto as pessoas têm paz”, disse.

O jazigo da família do professor Nailson Pinto, também foi alvo de ação criminosa durante a madrugada da última segunda-feira. “São bandidos covardes, furtaram placas de bronze e quadros. O curioso é que ninguém viu nada, como pode isso?”, questionou.

Segundo o professor, a primeira vez que os marginais furtaram algo no jazigo da família foi no mês passado. “Não foi a primeira vez, essa é a segunda vez que temos o jazigo furtado, uma falta de respeito com os mortos e com a nossa família”.

Abandono
Os visitantes também reclamam da falta de conservação do cemitério, o matagal está alto e é o principal alvo das reclamações.  Para o administrador de empresas Célio Souza, 39, que visita o túmulo da família mensalmente, há mais de três meses o local não é capinado. 

Conforme, funcionários do cemitério, que pediram para não serem identificados, faz tempo que não há ações de limpeza entre os jazigos e a capinação do mato. De acordo com os denunciantes e funcionários do cemitério, os homens que furtam as sepulturas são conhecidos  e, alguns, praticamente, moram no cemitério. De acordo com relatos, eles entram e saem a qualquer horário do dia, sem sequer serem abordados pelos funcionários que ficam na entrada do cemitério. Alguns fazem até churrasco e consomem bebidas alcoólicas sem serem importunados.

Secretarias respondem sobre denúncias
Em nota, a Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp) informou que  com relação aos furtos, os casos devem ser registrados na Delegacia de Polícia. Após esse procedimento, a pessoa pode ir até a sede da Semulsp, dar entrada em um requerimento solicitando providências, há uma sede administrativa no cemitério São João Batista que pode prestar o atendimento e dar orientações necessárias ao cidadão no local. A secretaria informou também  que há equipes de vigilantes que se revezam em três turnos e que cemitério conta ainda com dois portões de acessos que ficam fechados após o horário de expediente.

A Semulsp informou ainda que o cemitério  recebe equipes de limpeza constantemente, contando com uma equipe fixa de limpeza diária e mutirões de limpeza frequentes. A Polícia Militar do Amazonas informou que o policiamento ostensivo e preventivo nas vias próximas ao cemitério São João Batista é realizado pelos policiais da 22ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom). O comandante da Cicom, Capitão PM Carlos Esteves, informou que o policiamento é realizado diuturnamente. As Operações são desencadeadas onde mais ocorrem os crimes, focadas na mancha criminal. São realizadas blitz itinerantes, revistas a veículos e pessoas, a coletivos com a Operação Catraca.

 A segurança interna do Cemitério   fica a cargo da gestão da Prefeitura de Manaus, segundo a PM informou.

Casos  são recorrentes
Em março, A CRÍTICA mostrou que vândalos estavam quebrando túmulos. Portas quebras, cacos de vidros espalhados pelo chão e até fotos arrancadas nas sepulturas foram vistas na parte final do local.

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