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Centro de Manaus dá um panorama do que foi a cidade que completa 344 anos nesta quinta-feira (24)

Pela cidade da barra de São José do Rio Negro, primeiro nomeda cidade, passaram levas de migrantes bem recebidos 22/10/2013 às 10:44
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Marco icônico da cidade de Manaus, nenhum movimento começa ou termina sem passar pelo belo Teatro Amazonas
Florêncio mesquita ---

A cidade de Manaus completará na próxima quinta-feira (24) 344 anos. Os filhos da cidade que ficou conhecida como “Paris dos Trópicos”, marcada pela cultura européia da “Belle Époque” e pelo ciclo da borracha, tem muito a comemorar, mas principalmente, lembrar dos personagens que fizeram a Barra de São José do Rio Negro se tornar Manaós e ser a Manaus que todos conhecemos hoje.

A capital amazonense é conhecida por receber de braços abertos migrantes até os dias atuais. Foi dessa maneira que alguns deles se tornaram responsáveis por grandes avanços na cidade, seja no urbanismo e arquitetura, política ou economia. A capital de cultura indígena e cabocla é plural, de povo simples, acolhedor, de sorriso largo e generoso. É a cidade do jaraqui com farinha, do povo que bate no peito ao dizer onde nasceu ratificando o orgulho de ser manauense.

Manaus tem grandes riquezas históricas e atrativos turísticos, tais como, o Teatro Amazonas erguido com as riquezas da borracha e o singular Encontro das Águas, espetáculo natural que é referência mundial marcado pelo encontro dos rios Solimões e Negro. Porém, tem no seu povo a maior riqueza. Um povo formado pela identidade indígena, cabocla e nordestina. Uma das características desse povo é a cultura ribeirinha que, apesar de mais de três séculos, resiste. É uma identidade forte que se revela adaptável ao tempo, porém, imutável aos avanços que poderiam eliminá-la.

Embora a cidade tenha avançado do Centro para a Zona Norte e ter sofrido crescimento demográfico desordenado, basta visitar a orla da Manaus Moderna, no Centro, para se deparar com os hábitos ribeirinhos, do povo que tem no rio, na canoa e no remo seu instrumento de liberdade e transporte.

Modernidade

A Manaus do bondinho, da luz elétrica e dos casarões com detalhes europeus, é cada vez mais a cidade dos prédios das ruas tomadas por carros, das calçadas tomadas pelos comercio informal. Conseqüências da transformação causadas pelo progresso. Contudo, parte da história pode ser vista e resgatada nos casarões, palacetes e teatros.

Apesar da história local fazer parte do ensino nas escolas, parte da população sequer sabe quem foram ou o que fizeram algumas das pessoas que dão nome a ruas, praças e edifícios. Personagens marcantes que se não tivessem existido, talvez Manaus não fosse o que é.

Saiba mais

Fato curioso do período entre 1890 e 1920, no ciclo da borracha, no qual a exportação do produto do Brasil perdia apenas para o café, é que os barrões da borracha como ficaram conhecidos os donos de seringais, ficaram tão ricos ao ponto de enviar as próprias roupas para que fossem lavadas em Paris, na França, com o intuito único de aparecer e manter status na sociedade da época.

Passeio pela nossa história

Uma alternativa para se aproximar da história de Manaus é visitar o Centro histórico. Muitas pessoas passam diariamente na frente de prédios onde aconteceram importantes fatos da história da cidade, mas devido, talvez, a pressa do dia adia, não apreciam o que eles têm a oferecer. Um mais procurado é o Teatro Amazonas, inaugurado em 1896, refletindo a riqueza do Ciclo da Borracha. Ele fica no Largo de São Sebastião, Centro Cultural inaugurado em 2004 que proporcionou a revitalização de outras atrações históricas que ficam próximas como a Casa do Restauro, Casa Ivete Ibiapina, Casa J. G. Araújo e Casa das Artes.

Os imóveis fazem parte do largo que concentra também a Praça de São Sebastião, onde há o Monumento de Abertura dos Portos do Amazonas ao Comércio Mundial e a Igreja de São Sebastião. Na mesma área, há o Palácio da Justiça, inaugurado em 1900.

Outros locais são a Praça 5 de Setembro, mais conhecida como Praça da Saudade, inaugurada em 1865, o Palácio Rio Negro, construído em 1903, na avenida 7 de Setembro, o Porto de Manaus construído pelos ingleses no início do século passado, a Alfândega inaugurada oficialmente em 1906 como o prédio pré-fabricado do mundo. Um dos mais marcantes é a Catedral Nossa Senhora da Conceição, a igreja da Matriz como é chamada, construída em 1965, ao redor do Forte de São José da Barra do Rio Negro. Também há o Palacete Provincial, na Praça Heliodoro Balbi, também conhecida como Praça da Polícia e o Palácio Rio Branco, o Relógio Municipal, e o Mercado Adolpho Lisboa.

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