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Centro de Manaus possui 80 lixeiras públicas quebradas

De acordo com a Secretaria Municipal de Limpeza Urbana e Serviços Públicos (Semulsp), das 300 lixeiras públicas instaladas no Centro, pelo menos 80 estão danificadas 21/08/2013 às 07:37
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Limpeza no Centro ‘esbarra’ nas 80 lixeiras públicas quebradas
Monica Prestes* Manaus

Encontrar uma lixeira pública em condições de uso nas ruas do Centro não é uma tarefa fácil. Nas poucas calçadas por onde elas estão espalhadas, o vandalismo, o tempo e a falta de manutenção deixaram os equipamentos destruídos, levando as pessoas a jogar o lixo no chão. De acordo com a Secretaria Municipal de Limpeza Urbana e Serviços Públicos (Semulsp), das 300 lixeiras públicas instaladas no Centro, pelo menos 80 estão danificadas.

Os reflexos desse problema ficam mais visíveis quando a noite chega, o movimento cai e a quantidade de lixo nas ruas fica mais evidente. Diariamente, a Semulsp recolhe 70 toneladas de lixo das ruas do Centro.

Sem as lixeiras, animais como cães, gatos e ratos, que reviram o lixo e ajudam a piorar o cenário e o odor do Centro. “Ainda tem muita gente mal educada, que joga lixo no chão. Mas aqui no Centro, quem quer fazer do jeito certo tem que querer mesmo, porque não tá fácil achar uma lixeira que não esteja quebrada pra jogar um papel de bombom que seja”, disse o vendedor Max Nilson Santos, 29.

O problema se repete em quase todas as ruas do Centro, como a Joaquim Nabuco e Eduardo Ribeiro. Na avenida Eduardo Ribeiro, que concentra um dos maiores fluxos de pedestres, seis das 16 lixeiras que existem estão quebradas, inclusive as que ficam no entorno do Teatro Amazonas e na esquina com a avenida 7 de Setembro. O mesmo acontece na rua Joaquim Nabuco, no trecho entre a praça dos Remédios e a rua Tarumã, onde das nove lixeiras espalhadas pelas calçadas, apenas duas estão em condições de uso.

Com o movimento intenso de pedestres, o resultado é uma grande quantidade de latas, garrafas, copos descartáveis, papeis, plásticos e restos de alimentos espalhada pela rua e calçadas, como conta o auxiliar de serviços gerais Genison Ferreira, 30, que trabalha em uma empresa na rua Joaquim Nabuco. Diariamente ele faz o trabalho que deveria ser executado pela prefeitura, varrendo o lixo que amanhece no chão.

“Tem muita gente que procura uma lixeira pública, mas como não acha acaba jogando o lixo nas lixeiras particulares, que são vazadas. Aí o lixo acaba caindo no chão do mesmo jeito”, disse.

O pior é que, a menos de 50 metros dali, existe uma lixeira pública, na esquina da rua Huarcar de Figueiredo, mas o equipamento, como a maioria dos demais situados ao longo dessa rua, está quebrado.

Na maioria das ruas do Centro, o pedestre precisa procurar uma lanchonete ou banca de camelô ou vendedor ambulante para jogar o lixo em uma lixeira. Giovani Tavares, 32, é vendedor de pasteis na esquina das ruas Joaquim Nabuco e Huascar de Figueiredo e, apesar de comercializar apenas pasteis e sucos, a lixeira que ele deixa ao lado da banca estava repleta de lixo de todo tipo. “Como não tem lixeira na rua as pessoas usam a minha lixeira, então mesmo quando a venda não é boa e o bolso volta vazio pra casa, é difícil a lixeira não ficar cheia. Mas pelo menos esse lixo não vai parar no chão”, disse.

Multa de até R$ 980 para quem sujar
Desde terça (20), quem joga lixo no chão pode ser multado em até R$ 980, no Rio de Janeiro. A nova lei segue uma tendência já adotada em outros países, como Estados Unidos, Inglaterra, Japão e França, de multar quem suja a cidade.

Em Manaus, ainda não há medidas nesse sentido. Para o diretor presidente do Instituto Municipal Planejamento Urbano (Implurb), Roberto Moita, o questionamento que se propõe hoje é: “a sociedade está preparada para multas individuais? Será que só funciona quando dói o bolso? Aqui em Manaus muitas pessoas jogam coco do carro, na avenida do Turismo, em alta velocidade. Como coibir isso?”.

A Semulsp informou que um estudo que deve apontar a quantidade de lixeiras necessárias no Centro está sendo realizado e, até o fim deste ano, uma licitação será lançada para a contratação do serviço. A estimativa é que serão necessárias 450 lixeiras.

Enquanto isso, a secretaria mantém parceria com a Associação Comercial do Amazonas e cooperativas de catadores de material reciclável, para reduzir o volume de lixo no Centro. Os lojistas separam o material e o deixam nas calçadas entre 17h e 18h, quando os catadores coletam.

*Colaborou Steffanie Schmidt

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