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Centro de Manaus sofre com a falta de segurança e constantes assaltos a lojistas e população

A equipe do MANAUS HOJE esteve no Centro para conversar com as pessoas que frequentam o local e saber como está o policiamento, e não foi difícil constatar que há falhas e histórias de medo 30/09/2015 às 10:59
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Centro é local para bandidos atacarem comerciantes, estudantes e visitantes
édria caroline ---

Assaltos, arrombamentos e até morte. O Centro da cidade, local de referência para compras, serviços, turistas e estudantes, voltou às manchetes nos últimos por dia por conta da violência. Homicídio na Praça da Saudade, assalto na Manaus Moderna e roubo em joalheria, são registros que assustam a três meses das festas do final do ano. A equipe do MANAUS HOJE esteve no Centro ontem para conversar com as pessoas que frequentam o local e saber como está o policiamento, e não foi difícil constatar que há falhas e histórias de medo.

A dona de uma banca de revista, depois de quatro assaltos, investiu pesado na segurança do seu local de trabalho. A dona de uma joalheria sofreu um assalto há três semanas e teve um prejuízo de R$ 80 mil em jóias. Um estudante de 17 anos morreu com um tiro no peito, na semana passada, após tentar livrar duas amigas da escola de um assalto. E durante o tempo em que a equipe esteve no Centro da cidade, nenhuma viatura foi vista.

Quatro assaltos

Há sete anos com uma banca de revista na avenida Eduardo Ribeiro, Janete Albuquerque já teve que lidar com quatro assaltos e três tentativas. Ela conta que era uma tristeza ver que, mais uma vez, tinham arrombado a sua banca e levado os seus produtos de lá. "Graças a Deus nunca assaltaram comigo aqui dentro. Sempre foi na madrugada. Mas dava uma tristeza quando eu chegava aqui e via que tinham arrombado de novo e que tinham me dado prejuízo", disse.

Depois dos quatro assaltos e das três tentativas, dona Janete investiu na segurança do local. "Coloquei câmeras, placas de ferro e mais nove cadeados para reforçar. Logo depois que coloquei as câmeras, ainda entraram aqui duas vezes. Depois que reforcei com as placas de ferro e cadeados não entraram mais, graças a Deus", contou.

Tentou defender a amiga

No último dia 23 de setembro, o estudante Moisés Barreto Ferreira, 17, morreu com um tiro no peito após tentar defender duas amigas de um assalto, na Praça da Saudade. Eles estavam em direção ao bairro Aparecida, quando uma das colegas do estudante foi abordada por um homem armado, que pediu o celular da adolescente. Moisés viu a ação do assaltante e lhe deu um empurrão, o suspeito reagiu atirando no peito do estudante, que morreu no hospital horas depois do crime. Ninguém foi preso, o que só aumenta o medo de que o assassino volte ao local e cometa o mesmo crime novamente, fazendo mais vítimas.

Ela apanhou dos bandidos dentro da loja

Três semanas após passar pelo quarto susto na joalheria, localizada na avenida 7 de Setembro, a empresária Nancy Ramos relembrou o que passou no assalto do último dia 16 de setembro. "A mulher entrou como uma cliente comum, mas eu notei algo estranho. Quando tentei sair, a mulher puxou a arma e me rendeu. Eles me amarraram e me bateram muito", contou. Agora, ela conta que está tentando refazer seu mostruário de jóias e diz que não deixará nada exposto nas vitrines, como estava acostumada a fazer. Perguntada se pensa em sair do local, ela é enfática. "Não posso, é meu ganha pão". Na última sexta-feira, 25, a família de Nancy passou por outro susto. O filho dela, um adolescente de 15 anos, teve o celular furtado em frente a joalheria, quando ia pra escola.

Polícia de menos e muita reclamação do povo

A equipe de reportagem do MANAUS HOJE esteve no centro da cidade, conversando com a população e houve uma unanimidade quando se tratou do policiamento naquele local. As pessoas reclamam que quase não se vê viaturas pelas ruas durante o dia e que é normal ver a guarita da Polícia Militar, que fica bem no centro da avenida Eduardo Ribeiro, vazia. Durante o tempo em que a equipe esteve no Centro, não foi possível notar viaturas ou policiais nas proximidades fazendo o patrulhamento no local, no horário de 11h30 às 12h30. “É normal a guarita estar vazia. Nunca tem policial aí. De uns meses pra cá, quase não vemos viaturas. E vira e mexe tem alguém sendo assaltado por aqui”, disse uma vendedora. Tentamos entrar em contato com a assessoria de comunicação da Polícia Militar do Amazonas, para saber como funciona o patrulhamento no local, mas até o fechamento desta edição a equipe da assessoria de comunicação informou que estava com problemas na internet desde as primeiras horas da tarde e não pôde responder o questionamento em tempo hábil.

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