Terça-feira, 07 de Julho de 2020
RETOMADA

Centro de Manaus tem movimentação intensa no primeiro dia de reabertura da economia

Reportagem de A Crítica registrou filas em frente a lojas e engarrafamentos no trânsito. Comerciantes se dizem otimistas



WhatsApp_Image_2020-06-01_at_10.27.25_66565479-8AA5-4A8F-87BB-EAEAB9DDDB20.jpeg Foto: Jair Araújo
01/06/2020 às 16:47

A chuva não atrapalhou a movimentação do primeiro dia do cronograma de retomada gradual das atividades não essenciais em Manaus. No Centro da cidade, filas se formavam em frente às lojas e o trânsito estava engarrafado na manhã desta segunda-feira (1º).

Grande parte dos consumidores eram pessoas como o senhor Luiz Souza, que aproveitou a reabertura para resolver algumas coisas pendentes, como o conserto do celular e a compra de um eletrodoméstico.



Ele afirma que o auxílio emergencial foi essencial para que ele retomasse a atividade econômica. “O período de isolamento foi muito difícil, fiquei depressivo, não foi fácil”. 

Algumas lojas chegaram a limitar o número de clientes dentro do espaço interno, por isso, foi possível ver algumas filas se formando ao redor de estabelecimentos comerciais e também em frente às lotéricas. 

Um policial militar, que não quis ser identificado, reclamou da ausência de fiscais da Prefeitura de Manaus para monitorar atividades como a venda de comida, que ainda não está autorizada. 

Ano perdido

O presidente da Câmara Dirigente dos Lojistas (CDL), Ralph Assayag comemorou a reabertura do comércio. “Esperamos que dê certo. Muitas lojas ainda estão se ajustando para poder abrir, mas ainda aguardamos a normalidade”, afirmou. 

Ele mantém otimismo quanto à manutenção de empregos, mas é pessimista quanto ao faturamento. “Este já foi perdido, não vamos recuperar”, comentou.

Comerciantes

Na unidade da TV Lar, situada na Quintino Bocaiúva, foi disponibilizado álcool em gel e máscaras para os clientes que entravam na loja. Raimundo Ribeiro, gerente da unidade, acredita que o movimento voltará ao normal a partir da segunda semana deste mês. 

“Eu acredito que as pessoas, depois destes dois meses parados em casas, talvez ainda estejam apreensiva com a  doença, mas na segunda semana em diante eles vão começar a vir”, disse. Ele acredita que neste primeiro momento, a população irá priorizar os comércio dos bairros. 

Na Show dos Calçados, localizada na Rua Marechal Deodoro, a movimentação era grande. “De imediato, a gente vê que vai ser um período bom de venda. Bastante gente estava aguardando a volta do comércio. O comércio muito tempo fechado agrava a situação dos nossos funcionários”, ponderou Janderson Faria, gerente. 

O panfleteiro Robert da Silva Pinto conta que trabalhou ilegalmente durante o período em que o comércio estava fechado. “A gente trabalhava igual vendedores de drogas, se escondendo da polícia”, relatou.

Karina Ferreira, vendedora, também celebra a reabertura do comércio. Como ainda não é funcionária com carteira assinada, o período foi de muita insegurança. 

A gerente de uma loja de confecções, Vânia da Silva Costa está otimista. “Hoje está movimentado, até agora a chuva não atrapalhou. Esperamos que possamos recuperar, porque foram dois meses difíceis. Vamos arregaçar as mangas e recuperar o tempo perdido”, disse.

Primeiro ciclo

Neste primeiro ciclo, estão autorizados a abrir: igrejas e templos (30% de ocupação, com eventos de uma hora de duração e intervalo de, no mínimo, cinco horas entre um evento e outro); lojas de artigos esportivos e bicicletas (venda e reparo); lojas de artigos para casa; lojas de vestuário, acessórios e calçados; lojas de móveis e colchões; atendimento presencial, médico e odontológico, sujeito a agendamento prévio; joalherias e relojoarias; comércio de artigos médicos e ortopédicos; serviços de publicidade e afins; petshops; lojas de variedades; agências de turismo; concessionárias e revendas de veículos em geral; óticas; floriculturas; bancas de revista em logradouros públicos.

Repórter de A Crítica

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