Terça-feira, 19 de Novembro de 2019

Cerca de 10 mil fieis acompanham procissão do Círio de Nazaré em Manaus

Fieis acompanharam o retorno da imagem da Santa até a Paróquia de Nazaré, no bairro Adrianópolis. Tema do Círio deste ano foi 'Maria de Nazaré: Mãe da Justiça e do Amor'



WhatsApp_Image_2019-10-13_at_11.47.14_F7A03FC0-8668-48D4-AA3B-26B6C33BB7FF.jpeg Foto: Sandro Pereira/A Crítica
13/10/2019 às 11:56

Cerca de 10 mil pessoas participaram da Procissão do Círio de Nazaré realizada na manhã deste domingo (13). Os fieis acompanharam o retorno da imagem da Santa, transladada no final da tarde de sábado (12) para o Santuário de Nossa Senhora de Fátima, na Praça 14 de Janeiro, Zona Sul, até a Paróquia de Nazaré, no bairro Adrianópolis.

A caminhada começou após missa conduzia pelo pároco Milton Both no Santuário. Ao final do trajeto, por volta das 9h15, os fieis assistiram à missa campal celebrada pelo Mosenhor José Carlos de Andrade em frente à Paróquia de santa homenageada, no bairro Adrianópolis.



O tema do Círio deste ano foi “Maria de Nazaré: Mãe da Justiça e do Amor”, com o lema “Construindo uma Sociedade Justa e Solidária”. “Vamos pedir a Deus que intervenha por meio dela, pedindo justiça no âmbito da Amazônia, que está sendo discutida em Roma”, afirmou o padre Daniel Curnis, titular da Paróquia de Nossa Senhora de Nazaré, a respeito de um dos temas abordados no Sínodo da Amazônia.

“Está na hora de olharmos com mais carinho para o chão que pisamos, com mais respeito os povos indígenas e para as riquezas naturais que se escondem na terra”, comentou o pároco.

A beneficiária Maria Delci da Silva, 65, costuma comparecer à procissão para agradecer pela vida do filho, o almoxarife Manuel da Silva, 47. Desenganado pelos médicos depois de contrair meningite ao nascer, ela diz que o menino faleceu em seus braços e retornou à vida depois de uma intervenção de um padre que ajudou a erguer as estruturas da Paróquia de Nossa Senhora de Nazaré.

“O padre pegou no meu filho e disse: senhora, este menino está morto. Mas se o senhor orar a Deus, ele vive, eu disse. O padre colocou as mãos na criança, pediu misericórdia e o menino voltou”, relatou.

Em contrapartida, Manuel carrega uma imagem da santa nos braços todos os anos durante a procissão, sinal de retribuição pela saúde concedida à mãe. “Ela já enfrentou quatro cateterismos e três angioplastias. Os médicos deram seis meses de vida, e hoje ela está aqui”, comemora. “É a melhor forma de agradecer as bênçãos que recebemos. Pra mim não tem cansaço nem estafa, apenas a alegria de estar participando”.

Maria Delci considera a canonização da Irmã Dulce, que se tornou a primeira santa brasileira neste domingo, uma forma de divulgar o exemplo de fé e sacrifício que a religiosa deixou para a humanidade. “Quem serve a Deus, pode se preparar para o perigo”, finaliza.

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Repórter de Cidades
Formado em Comunicação Social/Jornalismo pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Além de A Crítica, já atuou em uma variedade de assessorias de imprensa e jornais, com ênfase na cobertura de Cidades e Cultura.

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