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Cerca de 15 famílias ficam desabrigadas após desabamento de parte de galpão, em Manaus

Defesa Civil interditou um beco que separa as casas das ruínas do galpão. Moradores estão impedidos de entrar em suas residências até que o restante do prédio que corre o risco de desabar seja demolido pelo dono do imóvel 10/11/2014 às 14:26
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Moradores que ficaram desabrigados por conta de desabamento de galpão, cobram providência por parte das autoridades.
Denir Simplício Manaus (AM)

Pelo menos 15 famílias estão impedidas de entrar em suas casas depois do desabamento de parte de um galpão, ocorrido durante a chuva deste domingo (9), na rua Crisanto Jobim, no bairro Petrópolis, na zona Sul da capital. A Defesa Civil interditou o beco que dá acesso às moradias por conta do perigo do restante do local desabar sobre as residências. O dono do local foi notificado e terá de derrubar o restante do armazém que está em ruínas.

Os moradores do beco, que margeia a parede que está prestes a desabar, estão impedidos de entrar em suas casas desde a noite do domingo. De acordo com a Defesa Civil, essa é uma medida de prevenção para evitar que uma tragédia possa ocorrer, caso a estrutura que ainda está de pé venha a cair sobre as casas.

O técnico da Defesa Civil, Reginaldo Lopes, confirmou que o proprietário do imóvel, o empresário Roberto Tadros, já foi notificado e aguarda apenas que o dono do galpão faça a demolição das paredes para que seja feita a liberação do beco. “O galpão está abandonado há bastante tempo e as paredes estavam bastante deterioradas. A Defesa Civil já entrou em contato com o dono do local e aguarda apenas a demolição”, afirmou.

Segundo o administrador Marcos Dias, responsável pela locação do prédio, uma autorização para demolição das ruínas do galpão já foi encaminhado ao Instituto Municipal de Ordem Social e Planejamento Urbano (Implurb) e aguarda apenas a liberação para derrubar as paredes que ainda estão de pé. “Todas as providências foram tomadas. Estamos apenas aguardando o Implurb analisar o projeto de demolição para começarmos os trabalhos. Temos uma equipe só aguardando isso para resolver o problema”, disse.

Desabrigados

As famílias desabrigadas tiveram que dormir fora de suas casas desde o desabamento do galpão. Alguns moradores se abrigaram na casa de parentes nas proximidades, outros receberam a solidariedade de vizinhos e dormiram de maneira improvisada, em redes ou em sofás cedidos pelos amigos. Maria Inês, de 47 anos, é um dos desabrigados e pede uma providência por parte das autoridades para resolver a questão.

“Eu não posso entrar na minha casa nem pra pegar uma roupa. Estamos sem poder entrar lá desde ontem (domingo) e a Defesa Civil diz que temos que esperar. A parede do prédio pode cair a qualquer momento em cima da minha casa e eu posso perder tudo”, disse a dona de casa que teve de dormir na casa da mãe, que mora no mesmo bairro.

A casa de dona Inês é uma das primeiras do beco e também será uma das mais atingidas, caso a parede do galpão desabe nas próximas horas. “Eu faço um apelo ao prefeito, ao governador, as autoridades que olhem por nós. Pois nossa situação aqui é muito difícil. O dono do galpão veio aqui e não fez nada. Está vindo mais chuva aí e eu posso perder todas as coisas que estão dentro de casa”, desabafou a moradora.

Auxílio-moradia em análise

Técnicos da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh) trabalham em parceria com a Defesa Civil e analisam a possibilidade de ajudar os desabrigados com a cessão do auxílio-moradia. No entanto, o órgão afirmou por meio de sua assessoria de imprensa que a responsabilidade pela questão é do proprietário do imóvel que desabou e causou a interdição da área.

A secretaria pode disponibilizar o pagamento do auxílio-moradia, no valor de R$ 300, para o aluguel de uma residência aos desabrigados pelo período de 30 dias. Porém, o órgão deixou claro que até o momento o caso dos moradores do bairro Petrópolis não se encaixa no perfil aceito pelos técnicos da Semasdh. 

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