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Manaus
DESEMPREGO

Cerca de 2 mil pessoas fazem fila em frente a empresa de RH no Centro de Manaus

A empresa está responsável por selecionar candidatos para ocupar 240 vagas no Distrito Industrial de Manaus – sendo 196 de uma fábrica que opera no setor de eletroeletrônicos e está expandindo o número de seus turnos 29/03/2016 às 11:56 - Atualizado em 29/03/2016 às 12:56
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A fila dos candidatos saía da entrada da empresa, na rua Joaquim Nabuco, até próximo à esquina dessa rua com a rua Ramos Ferreira (Foto: Márcio Silva)
Lucas Jardim Manaus (AM)

Na manhã desta terça-feira (29), cerca de 2 mil pessoas se aglomeraram à porta de um empresa de recursos humanos localizada na avenida Joaquim Nabuco, no Centro de Manaus em busca de uma saída para o crescente desemprego.

O número é surpreendente tanto para quem está de fora dessa situação quanto para quem trabalha com ela. “Nós esperávamos uma certa lotação, mas nunca esperamos que fosse dar tanta gente”, disse Fânia Straus, supervisora de recursos humanos do Grupo RH, empresa em questão.

Segundo a supervisora, a empresa está envolvida na seleção de candidatos para ocupar 240 vagas no Distrito Industrial de Manaus – sendo 196 de uma fábrica que opera no setor de eletroeletrônicos e está expandindo o número de seus turnos.

A fila dos candidatos saía da entrada da empresa, na avenida Joaquim Nabuco, até próximo à esquina com a rua Ramos Ferreira. Destas pessoas, foram atendidas 210 e outras 230 estão agendadas para voltarem na quarta-feira (30). Por conta da alta procura, os demais presentes ficaram de fora dessa seleção, mas tiveram seus currículos entregues na empresa, o que Fânia afirma ser um procedimento padrão.

“Atualmente, estamos com 240 vagas abertas. Além desses selecionados, manteremos mais 200 como parte de um cadastro reserva, em caso de desistência ou outras situações adversas. Quando esse cadastro acabar, daremos prioridade a pessoas que já compareceram aqui. Por isso, recolhemos e carimbamos os currículos de todos na fila”, explicou.

A crise

Fânia, que trabalha no Grupo RH há nove anos, fala que a procura é compreensível por conta dos níveis de desemprego e da crise, que é sentida tanto pelos contratados quanto por quem contrata.

“As empresas têm sentido. Anteriormente, nós costumávamos trabalhar com uma média de 300 vagas por semana e 800 vagas por mês, às vezes, até mil vagas por vês. Agora, são só 300 vagas por mês. Isso afeta até as empresas de consultoria como a nossa. Só aqui em Manaus, quatro já fecharam”, contou.

O cenário econômico atual também mudou o processo de contratação. “Antes, nós selecionávamos os candidatos e dávamos um prazo para que eles esperassem um contato da empresa. Agora, elas não nos repassam mais prazo nenhuma”, comentou Fânia.

'Respiro'

A supervisora de recursos humanos, no entanto, diz esperar um "respiro" na economia, algo que ela crê que já esteja acontecendo, se a iniciativa da empresa de eletroeletrônicos servir de exemplo.

“A empresa que abriu a maioria dessas vagas já tinha nos contratado para preenchermos 169 vagas deles no final de fevereiro, então pode ser um momento de mudança. Janeiro e fevereiro costumam ser meses difíceis para contratação e o mercado começa a se aquecer agora. Espero que aqueça”, concluiu.

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