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Cerca de 30 mil manifestantes protestam na frente da ALE-AM

Minutos antes do início da manifestação, o prefeito Arthur Neto e o governador Omar Aziz anunciaram a redução da tarifa do transporte coletivo de Manaus para R$2,75.  Mas, outros assuntos foram pauta de reivindicações. 26/06/2013 às 22:16
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Organizadores do manifesto estimam que cerca de 30 mil pessoas tenham participado de passeata em Manaus
Bruno Strahm Manaus (AM)

Uma nova manifestação em Manaus começou no fim da tarde desta quarta-feira (26). O ato teve início pacífico, apesar de alguns incidentes por volta das 20h. As pessoas se concentraram em pontos variados da cidade e começaram a chegar por volta das 19h20 a frente da Assembleia Legislativa do Amazonas(ALE-AM). Lá colaram cartazes nas grades que cercam a casa, gritaram palavras de ordem contra políticos e a corrupção no Amazonas.

Por volta de 21h15 os últimos manifestantes se retiraram de frente da ALE e o trânsito na Avenida Recife foi liberado pela polícia e pelos agentes do Manaustrans.

A marcha

Até o começo da noite os organizadores estimavam que cerca de 30 mil pessoas já participavam do ato. Por volta das 20h garrafas de vidro começaram a ser lançadas contra um carro de som e o prédio da ALE-AM. Dois catolés foram explodidos e o clima ficou tenso. A organização do manifesto pediu para manifestantes encerrarem o ato para evitar violência. Cerca de 200 policiais faziam a segurança da casa legislativa. Manifestantes chegaram a por fogo em entulhos em frente a ALE-AM.    

Duas vias de uma das principais avenidas de Manaus, a Avenida Djalma Batista foram interditadas e tomadas por manifestantes. 

Muitas bandeiras pedidindo a votação imediata de diversas PEC’s como as de número 33 280 e 125, e contrárias ao projeto defendido pelo deputado Marco Feliciano, conhecido como ‘cura gay’, foram usadas pelos participantes, liderados pelo 'Movimento Independente - Manaus na mudança do Brasil'.

Até mesmo grupos com propostas diferentes como a favor e contra a legalização da maconha marcharam juntos e em harmonia.

“Acredito que este protesto está mais político e com menos cara de ‘micareta’ como o da semana passada. Quero crer que as pessoas voltarão para casa e procurarão saber o que são essas PEC’s, o que é o passe livre no transporte coletivo e que isso suscite uma reflexão. As manifestações são importantes por causa disso”, disse Aurivan Gomes, manifestante à favor do passe livre estudantil no transporte coletivo.

Apesar de algumas alterações pontuais em frente a ALE, policiais militares que faziam a segurança do prédio apenas observavam a manifestação.

Assuntos

Os temas reivindicados durante o protesto, em sua maioria, eram: melhorias na saúde pública, na educação, o aumento salarial dos professores, fim da imunidade parlamentar, corte em privilégios da classe política transporte público e a redução na tarifa, a não aprovação da PEC 33 e  contra a impunidade dos políticos envolvidos no ‘Mensalão’, fim da ‘cura gay’.

Os profissionais da área da saúde como médicos, enfermeiros, psicólogos e fisioterapeutas fizeram um único bloco reunindo sindicatos e associações destas categorias exigindo do poder municipal estadual e federal melhorias na condição de trabalho e melhores salários.

Coletivos

Poucos minutos antes do início da manifestação, o prefeito Arthur Neto e o governador Omar Aziz anunciaram a redução da tarifa para R$2,75. O valor é o mesmo usado antes do reajuste que fixou a tarifa dos coletivos em R$3.  

Confira imagens da manifestação no link


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